Brasília, 29 (AE) - "...Queria mencionar também essas preocupaçäes com reestruturação de dívida externa. Nós não o faremos, não é necessário tal coisa. O diretor Demósthenes Madureira apresentou, quero crer, aqui, ontem, após reunião do Conselho Monetário Nacional, aos presentes, o total , o conjunto das obrigaçäes, amortizaçäes e juros, tanto do setor privado quanto do setor público para os próximos meses, e mostrou que elas estão perfeitamente dentro da nossa capacidade de pagamento e, portanto, não há qualquer necessidade de pensar em formas de reestruturação de dívida externa, que de resto já foi feita com sucesso no passado. O apoio internacional ao Brasil expresso no início de novembro do ano passado continua nos US$ 41,5 bilhäes de utilização potencial destes recursos. Sacamos apenas pouco mais de US$ 9 bilhäes.
Eu tenho confiança que este apoio, este compromisso, está e estará mantido. Nós teremos nos próximos dias a visita de uma missão de alto nível do Fundo Monetário Internacional , que estará conosco revendo, no que couber, certos parâmetros do programa, dada a mudança do regime fiscal , e com ela também vamos discutir regras de intervenção no mercado de câmbio que possam lidar com condiçäes desordenadas do mercado, do tipo que estamos observando hoje. Tenho confiança na continuidade desse apoio do FMI, do Banco Mundial (BIRD), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e dos 20 países que através dos seus respectivos bancos centrais emprestaram apoio firme ao Brasil, em confiança ao Brasil, no seu futuro, e na nossa capacidade de superar os desafios do momento presente. Não tenhamos ilusäes de que apesar deste apoio internacional, que tenho confiança, está e estará conosco, o nosso futuro está como sempre esteve, como disse o presidente Fernando Henrique Cardoso, no seu magnífico discurso de 23 de setembro do ano passado, em nossas mãos. (...) (Segue...)

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