Brasília, 29 (AE) - Veja mais um trecho da íntegra das declaraçäes do ministro da Fazenda, Pedro Malan, em entrevista no final da manhã de hoje, no auditório do Ministério: " ...Nosso programa de estabilidade fiscal, apresentado aqui em outubro passado, foi desenhado para garantir que a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto), se estabilizasse no período de três anos, e isso será garantido de qualquer maneira com o esforço que se faça necessário. Ruptura de compromissos financeiros, bloqueio de poupança e outras medidas sorrateiramente engendradas não interessam ao País, só trazem insegurança, elevam o custo de captação do governo e desorganizam a confiança no sistema econômico. Não existem circunstâncias que justifiquem tal tipo de violência contra os direitos fundamentais do cidadão brasileiro, e ainda mais quando aventuras do tipo trazem consequências que levaram anos para serem dissipadas, como aprendnemos na experiência da história recente deste País. Isso comprova que este tipo de ação nada resolve , o que resolve é enfrentar os problemas de frente e atacá-los pela raiz. O que resolve é o que temos feito ao longo dos últimos quatro anos e que continuaremos a fazer nos anos a frente, com uma visão que transcende o curto e enganoso período do último dia do fechamento do mês, dos próximos dias, das próximas semanas, ou dos próximos meses. Estamos olhando o futuro do Brasil com confiança, ao longo dos próximos anos. E temos confiança na capacidade de enfrentar e superar os desafios do momento presente. Não teremos em definitivo pacote de fim-de-semana, feriados bancários, medidas pirotécnicas ou soluçäes mágicas. Teremos, sim, trabalho sério, persistente, permanente, pela frente, nas áreas de organização do setor público, consolidação fiscal, aumento da eficiência operacional de governos, federal, estaduais e municipais, algo que está em andamento, e este é , e continua sendo, o grande desafio que temos que enfrentar enquanto sociedade . (segue...)





