"...Aqueles que estão observando o comportamento em particular do mercado de câmbio devem se ter dado conta do flagrante exagero que estão chegando as cotaçäes, que não encontram base nos fundamentos reais da economia brasileira. Espero que aqueles que estejam comprando nas cotaçäes de hoje tenham presentes os riscos de mercado a que estão e estarão sujeitos. Eu mencionei que neste momento, em particular, de novo, no último dia do mês, que constitui um campo fértil para boatos , rumores, especulaçäes, eu gostaria de mencionar dois ou três deles aqui para ilustrar a natureza dessa minha intervenção inicial. Há um em particular, eu gostaria de frisar aqui, que são os rumores, tanto no Brasil quanto no exterior, sobre os problemas que nós teríamos, ou estudos em andamento, na surdina ou na calada da noite, estudando formas de reestruturação não voluntária de nossa dívida . A esse respeito eu gostaria de dizer muito claramente o seguinte: não há qualquer hipótese de qualquer sugestão deste tipo receber nosso apoio.
Sempre pautamos nossas açäes pelo respeito aos contratos , pelo cumprimento das obrigaçäes e assim continuaremos prosseguindo enquanto tivermos a responsabilidade da posição que ocupamos. É preciso entender também, isso é mais importante, que estes tipos de medidas de reestruturaçäes involuntárias de dívidas domésticas não são necessárias e são tão pouco recomendadas para o Brasil. Não é necessário por que tomamos, com firme apoio do Congresso Nacional, as providências para equacionarmos o problema fiscal em 1999 e adiante. E assim continuaremos procedendo no futuro, sempre que as circunstâncias exigirem, uma ação firme do governo nesta como em outras áreas. (segue)





