Brasília, 29 (AE)- O ministro da Fazenda, Pedro Malan, participou há pouco da entrevista coletiva que foi marcada para o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente e o secretário executivo do Planejamento, Martus Tavares. O ministro da Fazenda afirmou que resolveu dar entrevista coletiva porque nesses momentos de turbulências, que mexem com coraçäes e mentes de investidores e cidadãos, é preciso haver serenidade, sangue frio, firmeza de propostas e não se deixar levar por boatos. Malan ressaltou ressalta que é preciso confiança na capacidade do País de enfrentar novos desafios. Segundo ele, hoje, último dia do mês, circulam rumores, boatos e insinuaçäes em "campos férteis" e é preciso ter coragem de olhar adiante sem negar a existência de problemas. Malan afirmou que o governo fará o que tem que ser feito para segurar a estabilidade do real e o não retorno da inflação.
Segundo ele, aqueles que estão observando o comportamento do mercado de câmbio hoje constataram flagrante exagero (na cotação do dólar) , que não encontra fundamento na economia brasileira. Ele espera que "esse pessoal que aposta nisso pense nos riscos do mercado". Ele falou que há rumores de que existem conversas no Brasil e no exterior de que existem estudos em andamento sobre forma de reestruturação voluntária da dívida interna. Não há qualquer possibilidade de sugestäes desse tipo receberem apoio, disse Malan. "Nossa orientação é o cumprimento dos contratos", afirmou. Segundo ele, esse tipo de medida não é necessária e nem recomendável. De acordo com o ministro, não é necessário porque o governo está tomando as medidas necessárias para resolver os problemas fiscais. Ele citou o programa de estabilidade fiscal desenhado em outubro para garantir estabilidade.
alan afirmou há pouco que não existe qualquer possibilidade de haver uma medida de confisco. "Confisco desorganiza a confiança no País, é uma medida aventureira e o Brasil já aprendeu com isso", disse. O ministro reforçou que não haverá megapacote ou feriado bancário. Também negou reestruturação da dívida externa, porque o Brasil não precisa dessa medida. "Não teremos medidas pirotécnicas", disse. Malan afirmou que o apoio internacional continua. O ministro disse que discutirá com a equipe técnica do FMI que virá ao Brasil neste final de semana regras de intervenção no mercado de câmbio, para evitar as especulaçäes e oscilaçäes exageradas. Também vai discutir revisão de parâmetros do acordo feito com o fundo. Malan informou que os investimentos diretos entre os dias 1 e 26 de janeiro somam US$ 930 milhäes. "Esses investimentos mostram confi ança no futuro do Brasil", disse. Mas afirmou que o governo continua preocupado com a redução da vulnerabilidade da economia do País. Ele afirmou ainda que quer assegurar que o governo fará a sua parte, atuando na política monetária, na política fiscal, regulatória, para assegurar que não haverá volta da inflação. "Estamos olhando o futuro do Brasil com confiaça ao longo dos próximos anos", concluiu.

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