Maceió, 14 (AE) - O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), disse hoje que o Estado não tem como pagar R$ 31 milhões devidos ao governo federal por conta da rolagem da dívida do Estado. Desse total, R$ 7 milhões vencem em janeiro e R$ 24 milhões são partes de parcelas atrasadas, de julho a dezembro, deixadas pelo governo anterior, que vinha destinando apenas uma média de 7% da arrecadação para o pagamento da dívida, quando o porcentual estabelecido era de 15%. ``Não quero dar calote, mas, se o presidente Fernando Henrique Cardoso não aceitar a renegociação da dívida, não temos como pagar', afirmou Lessa, que tem audiência marcada com FHC na terça-feira (19) à tarde. Na segunda-feira (18), ele participa da reunião dos governadores de oposição com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), em Belo Horizonte. Para Lessa, ``estão querendo transformar Itamar em bode expiatório de uma crise que não é nova'.
Lessa elogiou a postura de FHC de ter convidado os governadores de oposição para dialogar, mas disse que, se o governo federal não aceitar renegociar a dívida do Estado, vai comunicar ao povo alagoano que o presidente está tornando inviável Alagoas. O governador disse ainda que Alagoas não vinha pagando o porcentual integral do serviço da dívida na gestão anterior porque o governo federal não tinha interesse de prejudicar os aliados durante o período eleitoral.
Na terça-feira, em Brasília, Lessa também será recebido pelo ministro da Justiça, Renan Calheiros. Na audiência, o governador vai entregar ao ministro um relatório da Comissão de Segurança do Estado, pedindo apoio para reaparelhar o setor de segurança pública de Alagoas, que está sucateado. ``O ministro é alagoano e conhece de perto a situação caótica em que se encontra a segurança pública do Estado; por isso, tenho certeza que ele irá nos ajudar', afirmou Lessa.





