Washington, 14 (AE) - Armados de gráficos e acompanhados por seus advogados, representantes da indústria siderúrgica brasileira realizaram uma campanha de dois dias em Washington, para evitar a adoção de medidas que limitem suas exportações de US$ 100 milhões anuais aos Estados Unidos.
Nos próximos dias 25 de janeiro e 2 de fevereiro vencem duas etapas dos processos, que decidirão se o aço que os norte-americanos importam do Brasil será sobretaxado ou não.
Os processos foram abertos em setembro passado por 12 dos maiores produtores de aço dos Estados Unidos, que exigem medidas do governo norte-americano para proteger seu mercado.
Com a crise financeira internacional, que provocou a desvalorização de muitas moedas e reduziu a demanda mundial por siderúrgicos, os Estados Unidos foram invadidos por produtos de outros países.
O setor siderúrgico norte-americano apontou como principal ameaça a Rússia e o Japão, cujas exportações para os Estados Unidos em 1998 cresceram 347% e 73%, respectivamente.
O Brasil também foi incluído na lista mas, segundo os produtores brasileiros, injustamente. ``Nossas exportações no ano passado aumentaram apenas 1%', disse Wilson Brumer, presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), para demonstrar que não poderiam prejudicar a indústria dos EUA.
No primeiro processo, as empresas norte-americanas acusam as brasileiras de se beneficiarem de subsídios concedidos no passado, quando a indústria siderúrgica pertencia ao Estado.
Hoje, o diretor executivo do IBS, Marco Polo Lopes, argumentou que o setor foi privatizado no início da década e que qualquer decisão de tentar compensar subsídios pré-privatização agora contraria as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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