Nova York, 14 (AE) - Os mercados reagiram mal às mudanças no câmbio brasileiro. O agravamento da crise fez com que o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York perdesse toda a valorização que havia obtido desde o início do ano.
A Bolsa de Nova York fechou nesta quinta-feira (14) em queda de 2,45%, liderada por ações de bancos e empresas com investimentos na América Latina, como a Kodak, que ainda divulgou lucros abaixo das expectativas. O início do julgamento do presidente Bill Clinton contribuiu para o nervosismo do mercado.
Ações de muitas instituições financeiras, que, no total, têm cerca de US$ 65 bilhões na América Latina, caíram, como J.P. Morgan, BankAmerica e BankBoston.
Entre as principais bolsas latinas, apenas a Bolsa do México conseguiu encerrar o pregão com valorização, mas depois de um dia de intensa volatilidade. O mercado acionário mexicano fechou em alta de 1,7%. A Bolsa de Buenos Aires fechou em forte queda - 4,37% - ainda abalada pelas preocupações com o Brasil. A Bolsa de Santiago, no Chile, fechou em queda de 2,65% e a de Caracas, na Venezuela, em baixa de 2,35%.
Na Europa, a reação dos mercados também foi turbulenta, embora as quedas tenham diminuído em relação a quarta-feira.
A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,51%. O mercado em Frankfurt caiu 0,39% e o de Paris obteve uma ligeira valorização de 0,97%. A Bolsa de Madri, cujas empresas têm muitos investimentos recentes na América Latina, perdeu 0,19%.
O mercado acionário de asiático manteve o comportamento de quarta- feira. O Índice Nikkei fechou em alta de 2,50%, impulsionada pela desvalorização do iene, que pode ajudar na recuperação da economia japonesa.
A Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 0,88%, por causa do temor de que a turbulência proveniente do Brasil cause uma desvalorização também na moeda chinesa, o que ameaçaria o lastro da moeda de Hong Kong ao dólar dos Estados Unidos.

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