Belém, 14 (AE) - Cerca de 517 famílias de lavradores do Assentamento Palmares II, em Parauapebas, no sul do Pará, receberam ontem (13) R$ 1,034 milhão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para o plantio de feijão, milho e arroz. O dinheiro é do Programa de Crédito Especial da Reforma Agrária (Procera) e estava sendo esperado há mais de três meses pelos assentados, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
O líder do MST em Marabá, Eurival Martins, o ``Toto', disse que o dinheiro demorou a chegar por causa da ``burocracia do Incra'.Os lavradores, informou, iniciaram o plantio da safra de 98 com recursos próprios. ``Se fôssemos depender do Incra teríamos perdido tudo.' A produção do assentamento abastece hoje várias cidades da região. Os agricultores também criam peixes, galinhas e gado na fazenda. Toda a produção de leite é vendida para Parauapebas.
A direção do Incra em Marabá informou que o órgão tem cumprido os prazos para liberação de recursos para fomento e habitação em todos os assentamentos sob sua responsabilidade no sul do Pará. Segundo o Incra, o dinheiro do Procera estava depositado há vários dias na agência do Banco do Brasil à disposição dos trabalhadores.





