São Paulo, 14 (AE) - O roubo de cargas em São Paulo aumentou 24,78% em 1998. Em 97, foram registrados 1.069 roubos a caminhões, enquanto no ano passado subiu para 1.334 casos. A capital paulista concentra o maior número de ocorrências, com um total de 808 casos, seguidas pelas rodovias, que registraram 369 assaltos no ano passado, e pela região da Grande São Paulo, com 307 roubos. Os números foram constatados no levantamento realizado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) e mostram dados de todo Estado de São Paulo em 1998.
Por sorte dos transportadores, o valor do prejuízo não acompanhou o crescimento do total de ocorrências. O aumento ficou em torno de 3%, registrando US$ 122,459 milhões, contra US$ 118,750 em 97. Para o coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança do Setcesp ``isso se deve às medidas de segurança adotadas pelas empresas, pois mesmo com o aumento da criminalidade, conseguimos evitar um prejuízo ainda maior.' Ele explicou que as empresas transportadoras estão fazendo a divisão de grandes cargas em diversos caminhões e em diferentes horários. ``Uma carga de US$ 1 milhão, por exemplo, é dividida em três ou quatro caminhões, reduzindo consideravelmente o prejuízo em caso de roubo', explicou. ``estas medidas são chamadas de gerenciamento de risco.' Os itens mais visados pelos ladrões foram os produtos alimentícios (233 ocorrências), cigarros (190), e produtos de higiene e limpeza (97). Já o item que acumulou maior prejuízo foram os produtos farmacêuticos. Mesmo com 80 roubos, os remédios somaram um prejuízo de US$ 14,622 milhões, superando alimentos (US$ 13,295 milhões) e cigarros (US$ 11,117 milhões).
Entre as rodovias, a Anhanguera manteve a condição de estrada mais perigosa do Estado em termos de roubo de cargas, com 58 ocorrências, seguida pela Via Dutra, com 51 casos. Na cidade de São Paulo, a zona leste é a que mais oferece risco aos motoristas, com 137 roubos.

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