São Paulo, 14 (AE) - O delegado Flávio Augusto de Souza Nogueira, que investiga o desabamento do prédio da Igreja Universal do Reino de Deus no centro de Osasco, em setembro, indiciou hoje o engenheiro da prefeitura do município Ariel Pires de Sá. Ele é acusado de homicídio culposo, por ter considerado o prédio em bom estado sem ter feito as avaliações necessárias. Ninguém na Delegacia Seccional de Osasco ofereceu mais informações sobre o indiciamento.
Vinte e cinco pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas em consequência do desabamento, ocorrido em uma madrugada de sábado. Pires de Sá é o quinto indiciado no caso. A prefeitura de Osasco confirmou que ele faz parte do quadro de funcionários, mas o procurador designado pelo secretário dos Negócios Jurídicos, Kleber Amâncio Costa, só deve comentar o caso amanhã.
Os outros indiciados no inquérito presidido pelo delegado Nogueira foram o bispo Reinaldo Suisso, que comandava o culto na madrugada do acidente, o pastor José Carlos da França, o engenheiro Luiz Carlos Carneiro de Fonesca, responsável pela fiscalização das obras do templo, e o proprietário do prédio, Roberto Arthur Tognato.
Um laudo do Instituto de Criminalística (IC) apontou a negligência como causa do acidente. Ele indicou que algumas obras realizadas desde 1994 alteraram a estrutura do prédio. Elas podem ter contribuído para a queda do telhado sobre os 1,5 mil fiéis que estavam no culto em 5 de setembro. Cerca de 300 pessoas já foram ouvidas no inquérito. A responsabilidade da prefeitura de Osasco era um dos últimos itens que faltavam para o encerramento do inquérito.

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