São Paulo, 14 (AE) - Apenas 10 minutos de chuva no início da noite de hoje (14) foram suficientes para transbordar os Córregos Pirajuçara e Poá, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
Várias casas ficaram inundadas na região, principalmente nas ruas Pará, (que segue ao longo do Córrego Poá), São Paulo, Rio Grande do Sul e Guanabara e a Avenida Getúlio Vargas, nas imediações.
A chuva começou às 18h15 e a enxurrada chegou a marcar 1,5 metro de altura das casas alagadas. Quando as águas baixaram, meia hora depois, os moradores puderam conferir os estragos, limpar as casas e repor os móveis que foram salvos das cheias. Às 20h45, voltou a chover e os moradores, apavorados, saíram novamente das casas tentando retirar os móveis e objetos pessoais que eram postos sobre cavaletes.
Segundo o bancário Valdir Fernandes, de 25 anos, e morador do bairro desde que nasceu, a enchente ocorreu porque o prefeito de Taboão da Serra, Fernando Fernandes (PSDB) não mandou limpar os dois córregos.
``Em 1997, quando foi limpo, não houve problema', diz ele.
No primeiro dia do ano, o bancário já havia perdido o seu Fusca na enchente, com danos irrecuperáveis no motor. Agora, perdeu vários móveis da sua casa. ``Não aguento mais, vou pedir um financiamento e mudar daqui rapidamente.' O pedreiro Edísio Jose de Souza também teve sua casa inundada na Rua Pará. ``Perdi até o s colchões'.
Outro morador, Carlos Eduardo Araujo, de 25 anos, desempregado, disse que o lugar sempre foi ``esquecido' e além da falta de limpeza da Prefeitura, algumas empresas de concretagem jogam resíduos no córrego, o que contribui para impedir a vazão das águas.
Na zona sul de São Paulo, a Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus Amador de Catarina Saporito Augusto ficou totalmente alagada, na Rua Amaro de Oliveira Lima, no Parque Esmeralda, na região do Campo Limpo. Segundo o zelador da escola José Carlos Pironi, de 59 anos, a água subiu 1,5 metro e destruiu grande parte dos móveis do colégio.
Na Régis Bittencourt, às 21 horas, vários pontos de alagamento prejudicavam o trânsito no sentido interior-capital. As barreiras de concreto que separam as duas pistas dificultavam o escoamento da água.
Para sair do congestionamento, vários motoristas transitavam na contramão.





