Ribeirão Preto, SP, 14 (AE) - A morte da garota de programa Selma Heloísa Artigas da Silva, a Nicole, em 11 de setembro, não foi acidental, segundo laudo da exumação , feita pelo Instituto Médico Legal de São Paulo e entregue hoje à tarde ao promotor de Justiça de Ribeirão Preto, José Vicente Pinto Ferreira. O comerciante Pablo Russel Rocha, acusado pela morte, alega que a prostituta ficou presa ao cinto de segurança e ele não viu. Ela foi arrastada até a morte.
O laudo do IML confirma o do Instituto de Criminalística de São Paulo, feito no começo de dezembro, que examinou o corpo e a caminhonete Pajero de Rocha, na qual Selma foi arrastada. Segundo o laudo do IML, ``os elementos diretos ou indiretos são indicativos de exclusão de acidentes e da necessidade de interferência de terceiros na execução das etapas do evento'. Ou seja: Selma não teria ficado presa acidentalmente, como alega Rocha, mas foi amarrada com o cinto de segurança do veículo por alguém, com ``laço duplo de enforcamento' (um nó no braço que se prende cada vez mais com os impactos).
Rocha, acusado do crime, se apresentou à polícia em 14 de setembro e alegou inocência. Ele está preso preventivamente na Cadeia Pública de Vila Branca. Seu advogado pediu a revogação da decisão judicial várias vezes, mas não foi atendido.
O promotor e os advogados de defesa e de acusação devem fazer as alegações finais ao juiz da Vara do Júri e de Execuções Criminais, Luís Augusto Freire Teotônio, que, até o início de fevereiro, deve decidir se Rocha vai a júri popular.





