Rumores sobre instituições financeiras em dificuldades e a convocação de uma entrevista coletiva pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Claúdio Mauch, para anunciar o seu desligamento do cargo, o que não foi confirmado na última hora, causaram turbulências no mercado financeiro, ontem. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), investidores repetiram apostas de altas para a Bolsa paulista e cotações do dólar até o mês que vem e para o juro até abril.
Contratos de juro indicam novas altas de 2,63% para 3,16%, este mês; de 2,58% para 3,27%, para fevereiro; de 3,20% para 3,99%, para março; e, de 2,43% para 2,50%, para abril; estabilidade em 2,79%, para maio, e de 2,73%, para junho; e, ainda, queda de 2,94% pára 2,53%, para julho.
Ibovespa futuro sugere para a Bolsa paulista valorização de 3,46%, para 5.232 pontos, até o vencimento dos contratos em 16 de fevereiro.
Para os contratos de dólar, a BM&F ampliou as margens de oscilação de preços para cima ou para baixo, a fim de evitar bruscas variações e prejuízos ao investidor e instituições que quiserem manter ou realizar novas operações de hedge ou, ainda, sair do mercado. No DI futuro, os limites de variação permaneceram os mesmos. Para hoje, o limite de variação de preço dos contratos de dólar deste mês é de 2% e, para os meses subsequentes, 4,5%. Para segunda-feira, todos os contratos poderão prever oscilações máximas de preços de 2%, para cima ou para baixo. Ontem, apesar do avanço das cotações futuras do dólar, os contratos cambiais na BM&F indicavam, em relação ao preço do comercial à vista, de R$ 1,3190, queda de 5,23%, para R$ 1,2500, para o fim deste mês, e de 2,98%, para R$ 1,2797, para o fim de fevereiro.

mockup