São Paulo, 14 (AE)- O custo de vida da classe média sofreu uma redução de 2,17% no município de São Paulo no ano passado, segundo cálculos da Ordem dos Economistas de São Paulo. Só no mês de dezembro de 98, a baixa foi de 0,15% pelo sexto mês consecutivo. O Índice de Custo de Vida da Classe Média (ICVM), calculado mensalmente pela entidade, toma como base as despesas familiares com renda mensal entre 10 e 40 salários mínimos.
Essa queda em 98 foi considerada um fato histórico pela Ordem dos Economistas de São Paulo. Foi a primeira vez que os preços médios diminuíram de um ano para outro. Nesse período, a maior queda foi no segmento de vestuário, cujos preços recuaram 7,64%. O setor de transportes, segundo o levantamento da entidade, aparece na segunda colocação, com baixa de 3,65%. Tiveram alta os segmentos de educação e saúde, que subiram 5,78% e 2,48%, respectivamente.
Em dezembro, os aumentos médios de 5,36% da gasolina e de 1,74% nas despesas com reparo de veículos levaram o segmento de transporte a registrar a maior alta entre os grupos estudados pela Ordem dos Economistas de São Paulo: 0,57% em relação ao mês anterior. As despesas com saúde, por sua vez, tiveram acréscimo de 0,25% no período, como consequência do aumento de 1,14% no preço dos remédios e produtos farmacêuticos. Os preços dos serviços médicos, no entanto, diminuíram 0,06%.
As despesas pessoais da classe média ficaram 0,04% mais caras, puxadas pelos aumentos de 0,85% nos serviços pessoais e de 0,24% nos produtos de higiene e beleza. A redução de 0,63% nos preços do material escolar foi a principal causa da queda de 0,5% nas despesas com educação em dezembro do ano passado. A habitação, por sua vez, ficou 0,18% mais barata, com a queda de 6% nos peços das linhas telefônicas e de 0,38% dos aluguéis.
O grupo de alimentação, segundo a Ordem dos Economistas de São Paulo, recuou 0,35% no mês passado. Neste grupo, as principais baixas foram produtos hortifrutícolas (-1,26%), derivados do leite (1,26%) e carnes bovinas (-0,24%).
Por último, o grupo vestuário teve a maior queda de todos os grupos: -1,25%. Segundo a entidade, este é o único grupo cujos preços estão inferiores aos praticados antes do início do Plano Real.

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