São Paulo, 14 (AE) - Os bancos de montadoras suspenderam, hoje, as operações de leasing com correção cambial e aumentaram as taxas de juros no financiamento para a compra do carro zero. Além de congelar todas as linhas de financiamento de carro, a diretoria do Banco GM reuniu-se para avaliar a necessidade de reajustar suas taxas, decisão que será anunciada amanhã. As operações com leasing atreladas à variação cambial também estão suspensas nos bancos Ford, Fiat e Volkswagen.
Os bancos Ford e Fiat elevaram as taxas do leasing e também no crédito direto ao consumidor. No Fiat, a taxa subiu de 2,99% para 3,59% (12 meses) e de 3,19% para 3,69% (até 24 meses). O porcentual da entrada continua em 20%.
No Banco Ford, para prazos de 6, 12 e 24 meses, no leasing e no crédito direto ao consumidor, as taxas cresceram de 3,19% para 3,80%, e para prazo de até 36 meses passaram de 3,25% para 3,9%. O porcentual de entrada, calculado sobre o preço do veículo, passou de 20%, para prazo de pagamento de até 24 meses, subiu para 30%, e para prazo de até 36 meses, que era de 30%, subiu para 50%.
Na Volks e na Fiat, os financiamentos de carro não foram suspensos, mas os bancos das duas montadoras estudam reajustes nos juros.
Hoje, os juros médios, no leasing e no CDC prefixados, estão em 3% ao mês, e os concessionários acreditam que as mudanças no câmbio podem elevá-los para pelo menos 4% ao mês, disse Oswaldo da Costa Caldeira, gerente de Vendas da Pompéia Veículos, revenda GM.
Empresas - Hoje começaram a surgir ofertas de crédito para empresas de primeira linha. Carlos Henrique Flory, diretor- financeiro da Siemens, informou que recebeu oferta para financiamento (vendor) a uma taxa em torno de 40% ao ano. Embora alta comparada ao custo de antes da desvalorizaçao cambial, quando os juros para esse tipo de operação estavam em cerca de 30% ano, a taxa era metade dos 80% oferecidos na quarta-feira. ``Era taxa para não fazer nada', disse, acrescentando que não fechou negócio porque no momento a empresa não tem necessidade.
Flory disse que havia oferta para capital de giro com correção cambial. O custo não era muito diferente de antes da desvalorização. Ele disse que os bancos estão testando o novo nível das taxas de juros diante da falta de parâmetros para o custo do dinheiro no curto e médio prazo. E ressaltou: a oferta para Siemens foi feita antes de as bolsas brasileiras desabarem e o resultado do fluxo cambial de hoje seria decisivo para um começo de definição de taxas.

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