Agricultura (CNA) considerou positiva a desvalorização do real, num primeiro momento, mas alertou que é preciso acompanhar em que nível a medida poderá influenciar os preços agrícolas no mercado internacional. O chefe do Departamento Técnico da CNA, Vicente Nogueira Netto, acredita que a tendência é a de os preços se manterem estáveis, já que estão baixos, ou terem uma queda inferior ao porcentual da valorização cambial, o que garantiria resultados positivos ao setor.
Vários produtos têm influência direta do mercado internacional, como carne bovina, suco de laranja, soja, café e frutas, enquanto outros, dos quais o País é importador, também dependem da cotação externa, como o trigo e o leite, por exemplo. ``O primeiro efeito da medida é tornar os produtos agrícolas e os setores exportadores mais competitivos e as importações menos competitivas no mercado interno', avaliou o assessor.
O diretor-geral da Secretaria da Agricultura e
Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, afirmou que a agricultura do Estado será beneficiada com a desvalorização do real, pois se abriram perspectivas para a melhoria na exportação da soja em grão, farelo de soja e frango, principais itens de exportação do Paraná.
Ortigara acredita que a medida estimula as exportações e inibe as importações. Com isso, prevê uma melhora na renda do produtor rural, principalmente o que produz milho, trigo, feijão e batata, que terá os mercados preservados. O gerente-técnico da Organização das Cooperativas do Paraná, Nelson Costa, também aprovou a desvalorização cambial, apesar das dificuldades para quitar dívidas vinculadas ao dólar.





