São Paulo, 14 (AE) - Em poucos meses a balança comercial brasileira poderá equilibrar-se. Basta, para isso, que o mercado aceite as novas regras cambiais arbitradas pelo Banco Central (BC). É o que esperavam alguns empresários hoje. Mais otimistas do que quarta-feira, mudaram sua análise em relação ao impacto do alargamento da banda cambial. O ânimo foi estimulado pelo restabelecimento da oferta de crédito pelas instituições financeiras.
``Pode-se questionar o tempo e a intensidade das medidas do BC, mas não o seu mérito', afirmou o presidente da Siemens, Hermann Wever. O efeito, na sua opinião, será positivo. ``É pena que o governo tenha demorado para adotá-la.' Wever acha que a equipe econômica impôs sacrefício desnecessário à sociedade. Mesmo assim, considera o momento oportuno para a mudança na política cambial. ``A inflação está baixa, os preços do petróleo despencaram e o mercado está enfraquecido.'
A elevação da taxa de câmbio deverá contribuir para uma alta de, no máximo, 0,7% na inflação, acredita Wever. Mas o vice- presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Guilherme Duque Estrada, diz que a mudança poderá influenciar os preços finais de produtos, cujas matérias-primas são importadas.
``Ainda é muito cedo para avaliar o impacto da mudança da política cambial', disse Estrada. Segundo informa, há setores, como o químico, cujos preços estão afinados com o mercado internacional. ``Se há mudança no câmbio, os preços dos produtos, ou a rentabilidade das empresas, serão afetados.'





