Rio, 14 (AE) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) sofrerá impacto negativo sobre sua dívida em consequência da desvalorização do real, segundo a avaliação da empresa. Do total de R$ 3,4 bilhões de dívida, 85% são indexados ao dólar.
A empresa terá, no entanto, duas consequências positivas em função da mudança no câmbio. Uma é relativa ao caixa da companhia, que do total 70% estão aplicados em produtos financeiros indexados ao dólar. Estas aplicações foram favorecidas com a valorização da moeda norte-americana em relação ao real. O volume financeiro do caixa, entretanto, não foi fornecido pela empresa.
O outro ponto positivo desrespeito à receita de
exportações, que são de R$ 400 milhões. A companhia estuda ainda outros impactos que possam ocorrer com a mudança cambial.
Um ponto que deve ser avaliado é o ganho de
competitividade no mercado internacional que os produtos da CSN terão com a redução de custo da produção, também por consequência da queda do real frente ao dólar. Em tese, o ganho de competitivadade deve estimular as vendas de produtos siderúrgicos da CSN no exterior. A CSN voltará a se pronunciar logo que tiver nova avaliação sobre as mudanças na política econômica anunciadas pelo governo na terça-feira.





