Rio, 14 (AE) - Os técnicos da Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não sabem se a desvalorização de quase 9% no câmbio irá causar aumento no preço dos combustíveis. Segundo o diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, é possível que a alta seja compensada pelas recentes quedas no preço do petróleo, mas ainda não há estudo a respeito.
``Como o preço internacional do petróleo tem caído muito, sem que haja repasse nos preços cobrados nas refinarias, pode ser que a mudança cambial também não altere em nada o preço para o consumidor, mas ainda é cedo para saber', diz Zylbersztajn. Ele lembrou que até agosto do ano 2000 o governo terá de retirar, da composição de preço de combustíveis nas refinarias, a Parcela de Preço Específica (PPE), cobrada para custear os subsídios de frete e do álcool.
Depois da extinção da PPE, a importação de derivados, que hoje só pode ser feita pela Petrobrás, será liberada e os preços dos combustíveis no Brasil passarão a seguir as tendências de oscilação internacional.
Exoneração - João Carlos Quijano, que responde a inquéritos na Polícia Federal por denúncias de corrupção, foi exonerado na semana passado do cargo de Superintendente de Abastecimento da ANP. Segundo Júlio Colombi, diretor da área de Abastecimento, o afastamento ``nada teve a ver com fraudes', apenas com um processo de ajuste interno. Quijano, que foi diretor do extinto Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), órgão que regulava, entre outras coisas, preços de derivados e transferências de subsídios, foi acusado por empresários de corrupção e fraude.





