São Paulo, 14 (AE) - O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Heiguiberto Navarro, informou hoje que a Ford pretende demitir 1,5 mil dos 3,5 mil trabalhadores da fábrica na Argentina. Segundo o sindicalista, a montadora naquele país exporta 70% da produção para o Brasil. Desse modo, a crise do nosso mercado estaria afetando diretamente a produção local.
Guiba recebeu ontem um fax do secretário-geral do sindicato nacional dos metalúrgicos argentinos (Sindicato de Mecânicos e Afines Beltransporte Automotor De La República Argentina - SMATA), Manoel Maria Pardo, prestando solidariedade aos demitidos brasileiros.
No texto, Pardo relata que a Ford argentina está ameaçando cortar 41% do efetivo. O percentual de corte é o mesmo que está sendo aplicado no Brasil. Em São Bernardo, 41% dos metalúrgicos foram demitidos. Em Taubaté e em São Paulo, a montadora está negociando com sindicatos, proporção semelhante de afastamentos. A AGÊNCIA ESTADO procurou Pardo para obter mais informações, mas o sindicalista não foi encontrado. A Ford não se manifestou sobre o caso.

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