Prefeito quer mais atenção do Estado para a saúde
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Eli Araujo <br> Reportagem local 
O prefeito Barbosa Neto (PDT) quer que o governo do Estado dê maior atenção à cidade de Londrina, em especial na área de saúde. A reclamação foi feita ontem de manhã durante a entrevista coletiva que ele concedeu na sede do Autódromo Ayrton Senna. ''Você pode fazer um pente fino e vai verificar que não houve repasse de nenhum centavo do governo do Estado para o município nos últimos três meses'', afirmou. O prefeito lembra que o governo do Estado mantém os hospitais da Zona Norte, Zona Sul e Universitário, mas reclama que a cidade não tem recebido o mesmo atendimento para a atenção primária à saúde.
Ao ser indagado qual seria o repasse devido pelo governo do Estado, o prefeito repassou a pergunta para o secretário interino da Saúde, Márcio Nishida. Ele informou que o governo estadual deixou de repassar R$ 180 mil mensais para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) em todos os meses deste ano, o que totaliza pouco mais de R$ 1,4 milhão.
Apesar da falta de repasses, o prefeito disse que a atitude não caracteriza nenhuma divergência entre a administração e o governo do Estado. ''A gente não pode culpar este governo porque isso já acontecia no governo anterior; mas nós acreditamos que a cidade de Londrina deve ter por parte do governador a atenção que ela realmente precisa''.
Barbosa afirmou que não concorda com as declarações do secretário de Saúde do Estado de que a prefeitura estaria manipulando informações. E acrescentou que não teme nenhum tipo de investigação. ''Nós pedimos que essas inestigações fossem feitas e tenho certeza que isso sim representaria algo eficaz para melhorar ainda mais a saúde em nosso município''.
O prefeito acrescentou que não houve nenhuma prova de que teria havido desvios de R$ 318 mil na secretaria da Saúde em sua gestão, e sugeriu que as investigações da Câmara de Londrina e da Assembleia Legislativa para apurar as possíveis irregularidades no setor se voltem também para os desvios de R$ 13 milhões do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) antes de sua administração.


