Salvador - Reunidos no início de tarde desta quinta-feira, em assembleia, em Salvador, os policiais militares da Bahia decidiram pelo fim da greve, iniciada na noite da terça-feira. Eles aceitaram uma contraproposta apresentada pelo governo em reunião no final da manhã, com poucas alterações ao que já havia sido oferecido antes da greve. A proposta foi levada à corporação por uma das suas principais lideranças, o bombeiro Marco Prisco, que é vereador pelo PSDB. A greve durou dois dias, com pelo menos 39 mortos e mais de 60 roubos de carros, além de saques em lojas comerciais.
Os policiais obtiveram a garantia da não punição aos grevistas; a revisão do Código de Ética e do plano de cargos e salários, além da concessão de aposentadoria aos 25 anos de trabalho para policiais femininas, entre outros itens, que ainda requerem aprovação da Assembleia Legislativa do Estado.
Segundo a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) cerca de 2 mil policiais estavam reunidos num espaço de eventos na Avenida Paralela, onde foi deliberado o retorno ao trabalho.
As propostas aceitas pelos policiais foram elaboradas durante a madrugada e negociadas com os representantes da corporação durante reunião realizada no final da manhã, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador, com a intermediação do Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, d. Murilo Krieger.
Paralelo a esse encontro, o governador Jaques Wagner se reunia com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, o comandante da 6ª Região Militar, general Racine Bezerra, o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e representantes das Forças Armadas, da Força Nacional e da Polícia Federal, para traçar uma estratégia de segurança pública em todo o Estado.
"Recebemos a notícia que nos tranquiliza muito de que, com os esforços de alguns intermediários, finalmente os policiais aprovaram, em assembleia, o fim da greve", disse Wagner. Ele acrescentou que "nosso planejamento não se encerra aqui, temos um feriado pela frente e vamos manter a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para uma reavaliação e ter a certeza de que a normalidade foi reconquistada", comentou.

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