Dois garotos encontram na rua, completamente perdido, um sujeito vestido com uma antiga roupa de mergulho falando em japonês.

Um Búfalo que reside num terreno baldio capaz de responder as perguntas que nenhuma criança sabe as respostas.

Um ET biólogo que, através de um sistema de intercâmbio, passa uma temporada numa casa de família terráquea.

Um enorme mamífero marinho que aparece no jardim de uma residência que fica a quilômetros da praia mais próxima.

Tem mais. Mas apenas essas quatro descrições já oferecem uma ideia do universo do escritor e ilustrador australiano Shaun Tan. Esse universo surpreendente, diferente de padrões literários, finca os dois pés em ''Contos de Lugares Distantes'', que acaba de ser lançado pela editora Cosac Naify.

Extremante introvertido, nascido em 1974 numa região desabitada da Austrália, Shaun Tan possui uma forma narrativa extremamente particular. Para contar uma história, ele realiza um desenho. Essa imagem deve ter a capacidade de narrar toda a história sem o uso de uma única palavra. A partir do desenho concluído, ele então escreve a história. E publica as duas, lado a lado. ''Contos de Lugares Distantes'' é seu terceiro livro que chega ao Brasil. Em 2009 a Edições SM publicou ''A Árvore Vermelha'' e no ano passado ''A Chegada''.

Leia mais na crítica de Marcos Losnak.

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