Mulher é assassinada no Jardim Pindorama
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Uma mulher de 25 anos foi assassinada ontem, por volta das 1h30 da madrugada, na rua Santa Luiza, 125, no Jardim Pindorama, Zona Leste de Londrina. Amanda Tatiane Grein e o seu companheiro Paulo Henrique Fabrício estavam na casa da amiga Ingrid Cordeiro da Silva. O crime ocorreu enquanto Ingrid tomava banho. Ela saiu do chuveiro após escutar gemidos e se deparou com Amanda caída na sala com o pescoço esfaqueado e agonizando.
Ingrid contou que, enquanto chamava a polícia e o Siate, se deparou com o companheiro de Amanda do lado de fora da casa. ''Ele pediu a chave do carro, logo depois as encontrou sozinho e saiu com o veículo.'' Amanda morreu dentro da viatura do Siate enquanto era socorrida.
Fabrício teria demonstrado um comportamento anormal naquela noite. Ingrid relatou que ele não quis jantar alegando não estar bem e chegou a falar que a música que estava tocando ficaria marcada para sempre na vida deles, mas não quis dizer o motivo. ''Ele reclamou que todos diziam que ele só falava e não agia, mas que naquela noite iríamos vê-lo fazer algo'', contou.
Fabrício, conforme revelou a amiga, tinha o hábito de consumir drogas como maconha, mas naquela noite ele não havia fumado nem bebido na sua frente. ''Ele era bastante ciumento em relação a Amanda'', afirmou. Ainda segundo a amiga, ele ficava em cima da companheira o tempo todo. ''Os dois eram casados há cinco anos e toda vez que ela atendia o celular ele queria saber quem estava ligando.''
O irmão de Amanda, Alexandre Grein, conta que os dois não demonstravam que estavam em crise. ''O relacionamento não era 100%, mas ele nunca chegou a agredir minha irmã'', afirmou.
A faca que teria sido utilizada por Fabrício no crime era uma faca comum e foi encontrada em cima do balcão da cozinha, toda ensanguentada.
O velório foi realizado no Centro Comunitário do Parque Ouro Branco e reuniu dezenas de pessoas. A mãe de Amanda, Maria Helena Grein, disse que ontem o seu genro estava mais agitado do que de costume. ''Eu espero que ele pague por isso, não pelas nossas mãos, mas pela Justiça'', afirmou inconformada.
Amanda foi sepultada ontem, às 17h, no Cemitério São Pedro.
A Polícia Civil disse que Fabrício está foragido. Os investigadores fizeram diligências pela cidade à sua procura, mas não conseguiram localizá-lo. Caso ele seja condenado ele pode pegar de seis a vinte anos de prisão.


