Londrina cai duas posições em ranking municipal do PIB
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quarta-feira, 04 de dezembro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Londrina voltou a cair posições no ranking de participação de municípios sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2011, conforme divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com R$ 10,7 bilhões de recursos gerados naquele ano, a cidade caiu da 53ª para a 55ª colocação. Por outro lado, a vizinha Maringá subiu da 68ª para a 61ª, com R$ 9,7 bilhões.
A comparação se estende aos outros sete municípios do interior paranaense que estão na lista das 100 principais economias do País, dentre os quais apenas Londrina e Araucária não galgaram posições entre 2010 e 2011. Ainda que alguns estejam se recuperando de quedas em períodos anteriores, Maringá, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Cascavel mostraram crescimento, de acordo com o ranking do IBGE.
Lideranças empresariais afirmam que o problema é que Londrina parou no tempo, não criou um planejamento para se industrializar e viu o setor de serviços ficar estagnado. No balanço de 2011, o segmento representou R$ 7 bilhões, ou quase 65% de toda a renda gerada na cidade. "Maringá cresceu porque o setor agropecuário é mais forte lá do que em Londrina. E o setor industrial é maior também", afirma o economista Francisco Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Ele lembra que o maior peso de serviços em Londrina é representado pelo comércio, que tem salários menores do que a indústria, por exemplo. O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, diz que cidades como Joinville (SC), para quem os londrinenses perderam há alguns anos o título de terceira cidade com mais habitantes no Sul do País, focaram na industrialização nas últimas décadas e se deram bem. Ao mesmo tempo em que Londrina perdeu 11 posições no ranking desde 2007 e Maringá ganhou quatro, Joinville avançou três colocações.
Ele diz que é urgente a atração e a retenção de empresas na cidade, porque muitas se mudaram para municípios vizinhos. "Só pensar em prestação de serviços não adianta, porque, sem indústria, querem prestar serviços para quem?", questiona o presidente da Codel.
O delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) em Londrina, Laércio Rodrigues de Oliveira, porém, diz que o alto peso do setor de serviços nem sempre gera um PIB menor. "Pode ser maior quando é ligado à tecnologia. O problema é que é ligado demais ao comércio, à alimentação e aos hotéis na cidade, empregos que pagam pouco", conta. Tanto que o município ficou com renda per capita abaixo das médias do Estado, da região Sul e do País (leia mais no box).
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, o resultado de 2011 é fruto do atraso causado por suspeitas de corrupção em administrações passadas. "Por isso estamos investindo, em parceria com a Codel e com a prefeitura, em um plano de industrialização para a cidade, para aumentar a renda per capita", diz. Por isso, ele mantém o otimismo. "Londrina tem de se reinventar, o prefeito (Alexandre Kireeff) parece que tem ouvido o que a sociedade cobra e acho que resultados melhores devem vir no próximo ano e nos outros."

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