IPP sobe 4,87% em 12 meses
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Daniela Amorim <br> Agência Estado 
São Paulo - A alta de 0,07% no Índice de Preços ao Produtor (IPP) em julho ante junho, após uma queda de 0,65% na leitura anterior, não significará uma pressão maior no atacado e, consequentemente, na inflação ao consumidor, afirmou ontem Alexandre Brandão, gerente do índice na Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registra uma alta de 6,87% em 12 meses até julho. No mesmo período, a inflação medida pelo IPP acumula uma alta de 4,87%.
''O IPCA tem várias outras variáveis que não existem no IPP. Tem a taxa de serviços, a de importação. O IPP é a produção interna da indústria. Então, a gente não pode fazer esse elo direto'', explicou Brandão.
O gerente do IBGE também salientou que o impacto da valorização cambial é maior em alguns setores medidos pelo IPP, ao contrário do que ocorre no IPCA. ''No IPP, há setores em que o dólar é fundamental, setores que são mais abertos'', contou. O IPP mede a evolução dos preços de produtos ''na porta de fábrica'', sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação.


