Especialista defende fim das coligações para Câmara
Com a manutenção das 19 cadeiras na Câmara de Londrina e o aumento no número de eleitores aptos - mais de 361 mil - os partidos comentam nos bastidores que o quociente eleitoral - divisão dos votos válidos pelo número de vagas - vai girar em torno de 15 mil votos nas próximas eleições. É o número que o partido/coligação precisa atingir para ter direito a uma cadeira.
Com esse quociente, considerado alto, aumenta a preocupação das legendas em fomar composições fortes para as eleições proporcionais, incluindo nas coligações os chamados ''puxadores de votos''. Nesse momento, em que as siglas se preparam para as convenções, abre-se espaço para as ''negociatas'', conforme avalia o cientista político Mário Sergio Lepre. De acordo com ele, a estrutura eleitoral no Brasil favorece partidos e candidatos que não foram, necessariamente, escolhidos pelos eleitores.
''O ideal seria o fim das coligações nas proporcionais e isso acabaria com muitos partidos menores com pouca ou nenhuma representatividade'', afirmou Lepre. Na avaliação dele, ''deveria haver uma proporção interna (na coligação) onde o partido que contibuiu pouco não teria direito a cadeira''.
Para o especialista, ''não existe identidade partidária'' e as regras deveriam ser alteradas para tornar mais ''saudável'' o processo. ''Mas realmente é difícil dizer qual seria o sistema ideal.'' (E.F.)





