Equipe feminina aposta na paciência para bater Japão
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Paulo Favero <br> Agência Estado 
Londres - A seleção feminina de vôlei espera uma partida bem diferente contra o Japão do que foi diante da Rússia Além de valer vaga na final dos Jogos Olímpicos, o confronto desta quinta-feira, às 15h30, coloca frente a frente duas escolas distintas. Para avançar, o Brasil sabe que precisará da paciência oriental. ''É um time completamente diferente da Rússia Elas defendem muito e precisamos ter paciência'', avisa a oposto Sheilla, que foi a melhor do time na dramática vitórias nas quartas de final contra a Rússia.
Jogadoras e comissão técnica são unânimes em dizer que esse rival não tem jogadoras que sobem alto como a russa Gamova e que atacam por cima do bloqueio. Sem essa força ofensiva, o poderio do Japão está baseado na defesa sólida e nos ataques em velocidade. Muitas vezes, as brasileiras se irritam diante de times que não deixam a bola cair no chão e isso provoca mais erros na partida. ''A gente já enfrentou o Japão muitas vezes, é um time que se baseia na bola rápida. Precisamos ter muita tranquilidade nesta partida'', lembra a levantadora Dani Lins.
A vitória por 3 a 2 sobre a Rússia foi fundamental para levantar o astral do grupo. As atletas não vinham lidando bem com as críticas de parte da torcida e ficaram ainda mais mordidas após acharem que a partida entre Coreia do Sul e China teve um acerto de resultado para que as duas equipes se classificassem, e isso prejudicou o Brasil. Tudo isso, combinado com uma atuação ruim da equipe no início da competição, causou uma ebulição no grupo, que fez seguidas reuniões para tentar achar o caminho.
A líbero Fabi confessa que após a derrota para a Coreia do Sul por 3 a 0, temeu o pior. ''Não lembro que horas eu consegui dormir naquele dia.'' Mas aos poucos o elenco foi se unindo, criando forças e mostrando que está na busca pelo bicampeonato olímpico. Para Fabiana, capitã do time, suas companheiras mostraram muita força. ''As críticas mexeram com o time, com certeza. Mas temos de saber carregar o peso de sermos campeãs olímpicas'', avisa. O próprio técnico José Roberto Guimarães, que ficou muito decepcionado com a atuação da equipe na primeira fase, reconheceu o empenho das meninas. ''O time teve caráter nos momentos mais difíceis.''


