O movimento no Bazar Santa Marta localizado na Rua Araguaia, na Vila Nova, continua até hoje sendo em grande parte de estudantes. De propriedade de Maria Tomoe Itiyama, de 67 anos, o estabelecimento sempre vendeu muito material escolar devido a presença da Escola Estadual Nilo Peçanha, que fica em frente ao bazar e é tão antiga quanto o comércio.
''Sempre atendemos muitos alunos e costureiras que precisam de algo na última hora e correm para cá. É uma clientela fiel'', conta Maria, ao relembrar que a Rua Araguaia era toda de paralelepípedo em 1979, ano em que abriu o bazar e que o comércio local era praticamente só de bares.
''As coisas do bazar continuam as mesmas, mas é claro que com o tempo, tive que trabalhar com o que os clientes pedem, como por exemplo, recarga de celular'', revela Maria, ao revelar que ainda mantém objetos antigos, como régua de madeira, peteca e bolinhas de gude.
Com 32 anos dedicados ao trabalho de balcão, Maria se orgulha em dizer que os alunos que frequentavam seu bazar para comprar cartolinas e lápis de cor são hoje grandes profissionais que continuam indo ao local para comprar materiais para os filhos. ''Ter bazar é muito gostoso. Estou sempre em contato com os clientes e principalmente crianças, que ficam encantadas com tantas coisas que temos para vender. Já me aposentei, mas não consegui deixar o balcão por medo de não ter mais o que fazer. Grande parte da minha vida foi vivida aqui'', diz. (M.O.)

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