São Paulo - A epidemia de dengue na cidade de Rio Claro, no interior paulista, faz a comissão técnica do São Paulo adotar uma estratégia inédita para o jogo entre as equipes neste domingo, pelo Campeonato Paulista. Os jogadores vão usar repelente para tentar evitar o risco de picada do mosquito transmissor da doença.
O São Paulo vai precisar ainda de ter o cuidado para avaliar a fórmula de um produto que não contenha substâncias que possam ser ilegais para o exame antidoping. "O ideal seria nem ter o jogo, porque é um problema de saúde pública. Mas o jeito será adotar a única forma de prevenção, que é o repelente", disse o médico do clube, José Sanchez. A preocupação é perder jogadores para o jogo pela próxima rodada, contra o Corinthians, também pelo Campeonato Paulista, já no outro domingo.
Segundo a prefeitura de Rio Claro, a cidade já registrou 1,2 mil casos e uma morte. A epidemia também atingiu o time local de basquete, que teve seis jogadores com dengue, além do próprio adversário deste domingo do São Paulo. Quatro atletas foram diagnosticados com a doença. "Não temos saída. Nunca precisamos enfrentar essa situação extrema e, mesmo usando o repelente, não evita totalmente a doença. Apenas minimiza o risco", comentou o médico.
Como o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, costuma atacar durante o dia, o horário do jogo, às 16 horas, é de grande risco. A previsão do tempo é de calor, o que favorece ao ataque dos mosquitos e deixa o técnico Muricy Ramalho tenso. "A ameaça da dengue é algo muito perigoso. Temos de ficar muito atentos", disse.

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