Calote compromete saúde financeira dos hospitais de Londrina, alerta Kireeff
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Guilherme Batista - Redação Bonde 
A saúde financeira dos hospitais de Londrina está "seriamente comprometida". O alerta foi feito pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (22). De acordo com o chefe do Executivo, o município não tem condições de pagar todos os atendimentos já realizados pelas instituições por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele lembrou que a União vai enviar apenas 70% dos recursos previstos ao município para o mês de dezembro, e que, até o encaminhamento do restante da verba, a Secretaria de Saúde vai precisar se virar para pagar os hospitais. "O município vai fazer de tudo para arcar com os valores. No entanto, a nossa capacidade financeira tem um limite", lembrou o prefeito.
Atualmente, Londrina recebe R$ 14 milhões por mês do SUS. O valor prometido para dezembro gira em torno dos R$ 9,8 milhões. A verba, liberada na semana passada, deve chegar, de fato, aos cofres públicos só nesta terça-feira (23). "Vamos receber os recursos e encaminhá-los de imediato aos hospitais", garantiu ao Bonde o secretário de Saúde, Mohamad El Kadri. Ele lembrou que o dinheiro deveria ter caído na conta do município no último dia 10. "A União represou parte da verba e enviou com atraso o prometido".
O restante dos recursos, R$ 4,2 milhões, deve ser encaminhado para Londrina só no dia 5 de janeiro. "Vamos nos esforçar para que o dinheiro chegue antes", comprometeu-se o secretário. El Kadri garantiu, ainda, que já conversou com alguns representantes de hospitais e que, pelo menos por enquanto, os atendimentos vão continuar a ser realizados normalmente na cidade. "Eles entenderam a situação", disse o secretário, lembrando que o Ministério da Saúde represou parte da verba do SUS em todos os municípios brasileiros.
"Descontrole"
Após esbravejar contra o calote no Facebook, Kireeff voltou a criticar a atitude da União na entrevista coletiva. "Para mim, (o represamento) é um descontrole administrativo grave do Governo Federal", argumentou.
Ainda conforme o prefeito, a situação mostra que a União não prioriza a área da saúde. "Sob o ponto de vista administrativo, o Governo Federal mostrou ter muitas deficiências. O desequilíbrio fiscal é realmente grave", observou.
De acordo com Kireeff, Londrina não sofria um calote do Ministério da Saúde há mais de uma década. (colaborou Nelson Bortolin, da Folha de Londrina)


