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Londrina

Folha Vest

m de leitura Atualizado em 24/01/2022, 17:10

VESTIBULAR UEL - Confira seu conhecimento em Linguagens

Veja o Caderno 4 do Folha Vest, publicado nesta segunda-feira, 24 de janeiro de 2022, em parceria com o Marista

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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AUTOR autor do artigo

Foto: iStock
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FOLHA VEST - CADERNO 4 

LINGUAGENS 

14/01/2022

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|  Foto: iStock
 

TEXTO BASE 1 

Leia o texto a seguir e responda a questão. 

São preocupantes os resultados de uma pesquisa internacional que revela baixa confiança dos brasileiros nos cientistas – particularmente num momento em que a pandemia de Covid-19 confere à ciência papel central na tomada de decisões públicas e individuais. No levantamento do Pew Research Center, que ouviu 32 mil pessoas em 20 países antes da crise do novo coronavírus, 36% dos entrevistados no Brasil declararam dar pouco ou nenhum crédito a cientistas – a maior taxa de respostas negativas nessa questão. Em comparação, o percentual é de 21% nos Estados Unidos, 13% na Alemanha e 17% na média global.

Aqui, não mais de 23% declaram confiar muito nos cientistas, um percentual semelhante ao obtido pelos militares (21%). No mundo, os que se declaram de esquerda em geral acreditam mais na ciência do que os direitistas; já entre os brasileiros, a posição política não altera as cifras.

Chama atenção o fato de que esses números divergem dos apurados em sondagem nacional semelhante, divulgada no ano passado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações. Muito mais otimista, a pesquisa nacional apontou cientistas, especificamente “de universidades ou de institutos públicos de pesquisa”, ao lado de médicos entre os mais citados como fontes de informações de maior confiança. Do outro lado, militares, políticos e artistas foram apontados como fontes de menor credibilidade. Diferenças na simples formulação das questões nas duas pesquisas podem explicar os resultados discrepantes. De todo modo, motivos de inquietação permanecem.

Apesar de mostrar maior confiança nos cientistas, o trabalho nacional explicita que se desconhece quem faz ciência no país. Nove em cada dez entrevistados pelo ministério não sabiam dizer o nome de um profissional ou de uma instituição científica brasileira. Soma-se a isso o baixo nível de educação científica de base no Brasil. A título de exemplo, 73% dos entrevistados acreditam que os antibióticos matam vírus.

Ao revelar uma população descrente na ciência ou declaradamente confiante em algo que desconhece, os dois levantamentos dialogam mostrando um distanciamento perturbador entre academia e sociedade. Os cientistas do país, parece, seguem encastelados em seus laboratórios.

Adaptado de: Folha de S.Paulo. Opinião. Luzes distantes. 5 out. 2020. A2.

01. UEL 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1

Sobre a estrutura linguística do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. No primeiro período do texto, o termo “preocupantes” caracteriza o sujeito posposto, por isso com ele concorda no plural.

II. No trecho “Aqui, não mais de 23% declaram confiar muito nos cientistas”, a palavra “aqui” aponta o leitor para um referente no espaço, citado anteriormente no texto.

III. Em “De todo modo, motivos de inquietação permanecem”, a expressão “de todo modo” equivale semanticamente à ideia explicativa de “isto é”.

IV.  No fragmento “Apesar de mostrar maior confiança nos cientistas”, a ideia que se estabelece na sequência do enunciado é de condição.

Assinale a alternativa correta: 

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

TEXTO BASE 2 

Leia o trecho de Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e responda a questão

15 de maio

Tem noite que eles improvisam uma batucada e não deixa ninguém dormir. Os visinhos de alvenaria já tentaram com abaixo assinado retirar os favelados. Mas não conseguiram. Os visinhos das casas de tijolos diz:

– Os políticos protegem os favelados.

Quem nos protege é o povo e os Vicentinos. Os políticos só aparecem aqui nas epocas eleitoraes. O senhor Cantidio Sampaio quando era vereador em 1953 passava os domingos aqui na favela. Ele era tão agradavel. Tomava nosso café, bebia nas nossas xícaras. Ele nos dirigia as suas frases de viludo. Brincava com nossas crianças. Deixou boas impressões por aqui e quando candidatou-se a deputado venceu. Mas na Camara dos Deputados não criou um projeto para beneficiar o favelado. Não nos visitou mais.

... Eu classifico São Paulo assim: o Palacio, é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos.

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10ª ed. São Paulo: Ática, 2014. p.32.

02. (UEL)

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2

Acerca dos recursos linguístico-semânticos empregados no trecho, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “Tomava nosso café, bebia nas nossas xícaras. Ele nos dirigia as suas frases de viludo. Brincava com nossas crianças”, o referente dos pronomes “nosso, nossas, nos” aparece no início do texto: “favelados”.

II. Em “E a favela é o quintal”, o conectivo “E” apresenta, a um só tempo, sentido de adição, de acordo com a sequência de períodos que o precede, e oposição, materializada nos substantivos “jardim”, “quintal” e “lixos”.

III. A expressão “visinhos de alvenaria” é um exemplo que caracteriza uso de linguagem denotativa.

IV. Em “E a favela é o quintal onde jogam os lixos”, o termo “onde” pode ser substituído por “aonde”, preservando o respeito à norma culta e ao sentido original.

Assinale a alternativa correta: 

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

TEXTO BASE 3 

Leia a crônica a seguir, de Luis Fernando Veríssimo, e responda a questão

Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico: só alguém que se acha muito superior procura o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é doença.

Todo mundo é tímido, os que parecem mais tímidos são apenas os mais salientes. Defendo a tese de que ninguém é mais tímido do que o extrovertido. O extrovertido faz questão de chamar atenção para sua extroversão, assim ninguém descobre sua timidez. Já no notoriamente tímido a timidez que usa para disfarçar sua extroversão tem o tamanho de um carro alegórico. Daqueles que sempre quebram na concentração. Segundo minha tese, dentro de cada Elke Maravilha existe um tímido tentando se esconder e dentro de cada tímido existe um exibido gritando “Não me olhem! Não me olhem!”, só para chamar a atenção.

O tímido nunca tem a menor dúvida de que, quando entra numa sala, todas as atenções se voltam para ele e para sua timidez espetacular. Se cochicham, é sobre ele. Se riem, é dele. Mentalmente, o tímido nunca entra num lugar. Explode no lugar, mesmo que chegue com a maciez estudada de uma noviça. Para o tímido, não apenas todo mundo mas o próprio destino não pensa em outra coisa a não ser nele e no que pode fazer para embaraçá-lo.

O tímido vive acossado pela catástrofe possível. Vai tropeçar e cair e levar junto a anfitriã. Vai ser acusado do que não fez, vai descobrir que estava com a braguilha aberta o tempo todo. E tem certeza de que cedo ou tarde vai acontecer o que o tímido mais teme, o que tira o seu sono e apavora os seus dias: alguém vai lhe passar a palavra.

O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma platéia, o tímido não pensa nos membros da platéia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, pois cada indivíduo tem dois olhos e dois ouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. Não adianta pedir para a platéia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o desconforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.

VERISSIMO, Luis Fernando. Da Timidez. In: Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 111-112.

03. (UEL) 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3

Sobre o trecho “E tem certeza de que cedo ou tarde vai acontecer o que o tímido mais teme, o que tira o seu sono e apavora os seus dias: alguém vai lhe passar a palavra”, assinale a alternativa que substitui, corretamente, os dois pontos, sem alterar o sentido original.

a) isto é

b) nesse sentido

c) afinal

d) por conseguinte

e) até que 

TEXTO BASE 4 

Projeto ajuda a interromper ciclo de violência contra mulheres

Em Sergipe, um projeto tem ajudado a interromper o ciclo de violência contra mulheres. Foram 16 anos sofridos em silêncio até que ela resolveu dar um basta. “Quando eu saí de casa, fui para a casa de minha mãe. Ele me ligou, esculhambou de tudo, falou que estava indo para a casa da minha mãe para me bater, para quebrar meus dentes, para fazer o que ele queria. Foi nessa hora que resolvi ir para a delegacia e prestei queixa”, disse a mulher.

A queixa virou um acordo entre o casal. Ao invés de responder a um inquérito, uma vez por semana, o ex-marido frequenta um grupo só para homens. Antes do primeiro empurrão, do tapa, geralmente existe a agressão verbal seguida de ameaça. Os homens que foram denunciados por esse tipo de agressão estão no grupo para aprender a enxergar a mulher com outros olhos, com respeito. Uma mudança de comportamento que fez romper o ciclo da violência doméstica.

“A ideia do grupo é uma mudança de atitude, de comportamento, mesmo que você não concorde. Está na lei”, diz a psicóloga aos homens. Sandra Aiaish Menta, doutora em psicologia da Universidade Federal de Sergipe, tem um papel fundamental. “Quando chegam ao grupo, a gente tem que sensibilizá-los de que aquilo que eles fizeram é algo que é uma agressão ao outro”, disse.

A cada encontro, novas descobertas. Um homem que sequer admitia que era agressor está na sexta reunião e já mudou de atitude. “Reconheço sim, reconheço que errei com ela. O grupo ajudou muito, graças a Deus”, disse. Mas se ele voltar a ser violento, não tem acordo.

“A gente vai trabalhando numa escalada: para os crimes mais simples, oferecendo a mediação. Houve descumprimento, a gente vai para investigação com medida protetiva. Se ele descumprir, a gente pede a prisão”, disse a delegada Ana Carolina Machado Jorge.

O projeto é uma parceria da Universidade Federal de Sergipe com a prefeitura e delegacia da cidade de Lagarto. Começou há seis anos e, nesse tempo, foi registrado apenas um caso de feminicídio na cidade. Pelo grupo já passaram mais de 300 homens e muitas foram as lições. “Estou aprendendo várias coisas. Se eu pudesse não errar, voltava para trás”, disse o homem.

Adaptado de: g1.globo.com

04. (UEL) 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 4

Sobre os recursos de pontuação empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. As aspas, ao marcarem o discurso direto, revelam o grau de formalidade do discurso, próprio de textos opinativos.

II. No trecho “A gente vai trabalhando numa escalada:”, após os dois pontos há uma sequência com efeito de gradação.

III.  Em “Sandra Aiaish Menta, doutora em psicologia da Universidade Federal de Sergipe, tem um papel fundamental”, as vírgulas separam um trecho explicativo.

IV. As vírgulas utilizadas no discurso direto do primeiro parágrafo desempenham papel fundamental de enumerar ações.

Assinale a alternativa correta: 

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b)Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

05. (UEL) 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3

Acerca dos recursos morfossintáticos presentes no trecho “O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó”, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “O tímido, em suma, é uma pessoa convencida”, a oração funciona como principal.

II. A oração “de que é o centro do Universo” funciona como complemento nominal do adjetivo “convencida”.

III. Na oração “quando as estrelas virarem pó”, o termo “pó” caracteriza o sujeito “estrelas”.

IV. No fragmento “e que seu vexame ainda será lembrado”, a oração tem sentido consecutivo.

 Assinale a alternativa correta.

a)  Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e ) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

06. (UEL)

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3

Sobre expressões e trechos dos três últimos parágrafos, considere as afirmativas a seguir.

I. A “timidez espetacular” é ilustrada com as formas de entrada em determinado recinto: tanto a explosão quanto a maciez da noviça são espetaculares.

II. A expressão “catástrofe possível” tem como exemplos dos receios do tímido o conteúdo das frases subsequentes no mesmo parágrafo.

III. As situações embaraçosas, em sintonia com o termo “desconforto”, representam conjecturas do tímido que o levam a ter temores.

IV. O trecho “duas pessoas são uma multidão” reforça a ideia expressa na frase imediatamente anterior, pois indica a suscetibilidade frequente à qual o tímido é exposto.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

TEXTO BASE 5 

Leia o texto a seguir e responda à questão.

“Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.

Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.

CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.

07. (UEL)

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 5

Sobre a explicação para o recurso linguístico utilizado, considere as afirmativas a seguir.

I. A palavra “também”, no segundo parágrafo, denota exclusão e equivale a “apenas”.

II. A palavra “só”, no primeiro parágrafo, é um adjetivo que qualifica o substantivo que o antecede.

III. O termo “Dominados”, no primeiro parágrafo, indica noção temporal em relação ao restante do período.

IV. As duas ocorrências envolvendo a palavra “latim”, no primeiro parágrafo, apontam para uma mesma classe de palavra, porém duas funções sintáticas diferentes.

 Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d)  Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

08. (UEL) 

Algumas vanguardas artísticas europeias criadas na primeira metade do século XX foram manifestações artístico-literárias que criticavam uma concepção tradicional de museu, introduzindo uma estética marcada pela experimentação e pela subjetividade, que influenciaria fortemente diversas manifestações culturais em todo o mundo.

Sobre as principais correntes vanguardistas e suas respectivas características, assinale a alternativa correta.

a)   O Surrealismo apresentava a exaltação da tecnologia, das máquinas, da velocidade e do progresso.

b)   O Expressionismo evidenciava a decomposição e a fragmentação das formas geométricas, afirmando que um mesmo objeto poderia ser visto de vários ângulos.

c )  O Cubismo valorizava a subjetividade e buscava transmitir ao mundo a situação do homem, com seus vícios e horrores.

d)   O Futurismo defendia a criação por meio das experiências nascidas no imaginário e na atmosfera onírica, sem interferências da razão.

e) O Dadaísmo surgiu como oposição à guerra e ressaltava a espontaneidade da arte pautada na liberdade de expressão no absurdo e na irracionalidade.

09. (UEL)

Leia o texto a seguir.

Um dos atos fundadores da sociologia da arte, no início dos anos 1960, terá consistido em aplicar à frequentação aos museus de Belas- Artes os métodos de pesquisa estatística elaborados nos Estados Unidos, no período entre guerras, por Paul Lazarsfeld. Essas sondagens de opinião, até então reservadas ao marketing comercial ou político, revelaram-se instrumentos preciosos para mensurar a diferenciação das condutas em função das estratificações sociodemográficas – idade, sexo, origem geográfica, meio social, nível de estudos e financeiro – e, eventualmente, explicar as primeiras pelas segundas.

HEINICH, N. A sociologia da Arte, São Paulo: EDUSC, 2001, p.72.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre cultura, considere as afirmativas a seguir.

I. Para Pierre Bourdieu, visitar museus indica gostos socialmente criados e incorporados pelos indivíduos ou grupos de indivíduos sob a forma de disposições duráveis denominadas habitus.

II. Enquanto nas Belas Artes o olhar volta-se para as regras formais estéticas e técnicas, na Arte Moderna passa a ser mais do que expressão e rompe com o academicismo.

III. Ao conferir um valor de mercado à obra de arte, a “indústria cultural” cria obstáculos para a contemplação, pois sua singularidade é despontenciada na forma mercadoria do objeto artístico.

IV. O Museu Nacional tem origem no Brasil com a fundação da Primeira República e expressou, na época de sua criação, a preocupação com pesquisas baseadas no modelo popular.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.                                                                                                                

LEIA O TEXTO BASE 6

Leia o texto a seguir e responda à questão.

Solving ‘The Social Dilemma’ With Emotional Intelligence

‘The Social Dilemma’ calls for regulation of social media, but here’s how we can regulate ourselves.

Social media isn’t pure evil, and it isn’t the only technology that is potentially problematic. In a world in which powerful companies are competing to sell our attention to the highest bidder, this is a call for us to pay more attention to ourselves. It’s a call to practice understanding how we feel, what we actually want, and how to tap into our power to take action.

The Netflix documentary, “The Social Dilemma”, tells the story of how the technologists behind social media are intentionally changing our behavior to turn us into “easy prey for advertisers and propagandists,” as Devika Girish summarizes in The New York Times review of the film.

“The Social Dilemma” is accused by some of telling this story in an overdramatic way, but it nevertheless contains valuable insight into our relationship with social media. The content and features put in front of us by services like Instagram are not random. Social media is designed to change our behavior and our emotions – often, in ways that we did not explicitly consent to and which may not align with our goals and values.

We live in a society that conditions us to distract ourselves from our emotions so much that it hurts our ability to know ourselves, know what matters to us, and to live the lives we want.

To compensate for our lack of self-awareness, we sometimes take on the emotions and values other people, or algorithms, tell us to have. We follow leaders that don’t deserve us because they tell us how to feel and why, and they permit us to express ourselves in certain ways. We let algorithms tell us what we want because it’s easier than asking ourselves what we need.

This works well for social media companies like Facebook and Instagram because they sell the ability for a third-party to change our behavior. This third-party’s intention may be to sell us a product (you know, the one that keeps coming up in your feed), win our political allegiance, or convince us that the world is flat. The problem is, we don’t know the goals of these third-party organizations and we didn’t consent to be influenced by them. They may motivate us to do something that we would not independently choose.

Gradually, more and more of how we feel, what we think, and what we do may not be motivated by our own values and goals. Our emotions, thoughts, and actions could instead be influenced by the highest bidder for our attention, making it even more challenging to understand ourselves and making us even more vulnerable to influence from outside.

Regularly checking in with yourself, at least as much as you check your Instagram feed, can help you understand how your relationship with social media needs to change, and it can give you the willpower to take action.

KELLY, Kristi. Sol.ving ‘The Social Dilemma’ With Emotional Intelligence. Publicado em 21/09/2020. //medium.com

10. (UEL) 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6

Em relação ao texto apresentado, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.

( ) Desconhecemos as reais intenções das empresas que têm acesso às nossas informações via redes sociais.

( ) Há a probabilidade de as pessoas fazerem escolhas que normalmente não fariam devido à influência das redes sociais. ( ) As mídias sociais disputam nossa atenção o tempo todo por motivos predominantemente comerciais.

( ) A aleatoriedade dos conteúdos das mídias sociais serve para alterar o comportamento e as emoções das pessoas.

( ) Por desconhecermos o que sentimos e queremos, adotamos os sentimentos e as vontades que as mídias sociais nos apresentam.

Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

a) V, V, F, F, V.

b) V, F, V, V, F.

c) V, F, F, V, V.

d) F, V, F, F, V.

e) F, F, V, V, F.

 11. (UEL)

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6

Sobre a posição da autora com respeito à relação das pessoas com as mídias sociais, assinale a alternativa correta.

a)   A abordagem do documentário The social dilemma apresenta uma visão exagerada do impacto das mídias sociais na vida das pessoas.

b)   O constante acesso às mídias sociais consiste em uma das formas de verificação da influência que está sendo exercida sobre nós.

c)  O uso das mídias sociais para recreação e entretenimento afeta a capacidade das pessoas de conhecerem seus objetivos e valores.

d) O autoconhecimento e a análise de emoções, vontades e valores são formas para diminuir a susceptibilidade às mídias sociais.

e) As mídias sociais agem no sentido de se alinharem aos nossos valores e desejos para conseguirem influenciar nosso comportamento.

12. (UEL) 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6

É correto afirmar que a principal mensagem do texto Solving ‘The Social Dilemma’ With Emotional Intelligence é

a) desmistificar a imagem negativa que a mídia em geral divulga das empresas de tecnologia.

b) apontar os fatores sociais que nos desviam dos nossos objetivos e do autoconhecimento.

c) chamar a atenção para o papel que os algoritmos desempenham na sociedade contemporânea.

d) explicar como funcionam as propagandas e as vendas veiculadas por meio das mídias sociais.

e) alertar as pessoas para que sejam mais conscientes sobre suas próprias emoções, ações e desejos.

13. (UEL) 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6

Em relação ao documentário The social dilemma, considere as afirmativas a seguir

I. O documentário suscita reflexões importantes sobre a relação das pessoas com as mídias sociais.

II. A história do documentário foi elaborada por profissionais da mídia escrita e da propaganda.

III. O objetivo do documentário é fazer com que as pessoas deixem de utilizar as redes sociais.

IV. O roteiro busca denunciar como as empresas trabalham para influenciar nosso comportamento nas mídias sociais

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b)  Somente as afirmativas I e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

 TEXTO BASE 7 

Leia o texto a seguir e responda a questão.

After failing to learn a new language on five separate occasions, I taught myself to speak Spanish like a native in just six months by watching movies and TV shows, listening to music, and reading books and comics like Harry Potter and Garfield.

This simple, easy-to-learn technique, that even the most linguistically-challenged can master literally overnight, is used by many of the most respected and skilled polyglots and language teachers in the world, and it’s never really been laid out, explained, and demonstrated in full, point-by-point, step-by-step detail until now.

When characters in a movie or TV show are speaking the dialogue, unless it’s set in a previous period like the 1800s or something, they speak normal, everyday language. So if you wanted to learn Spanish, the type of normal everyday Spanish that native speakers use every day, aka “conversational Spanish”. . . Don’t you think that Spanish-language TV shows, movies, music, and books might be a good source to learn from. . . if only you knew how?

Not only that, but it would be fun, wouldn’t it? Far better than learning the language from some boring, dry textbook or workbook that, even worse, is teaching outdated, formal, “non-conversational” Spanish (look at the dialogue in one sometime: do people actually talk like that? No).

The basic technique is obvious: consume popular Spanish-language media and try to learn what they’re saying by looking up what you don’t understand. Sure. But the issue is twofold:

1) The problems you will inevitably run into (how do I apply what I’ve learned? how do I ensure I’m not misunderstanding the meaning and thereby learning something incorrect? where do I look things up? what if it’s not in the dictionary and Google Translate isn’t cutting it? etc.), and...

2) How do we do things as efficiently as possible? If you’re a beginner you’re going to have to sort out how to do this all on your own, how to solve any problems you might run into on your own, while probably doing many things less effectively and slower than is necessary. I’ve already learned all this stuff the hard way, I’ve made many of the mistakes you would if you went this alone, let me just save you a ton of time, trouble, and possibly money by teaching you what I already know from experience.

Has this basic technique been used for centuries by language students and teachers alike? Yes, there are records dating back to the 18th century of language teachers using popular media in the language they’re teaching to help their students learn it. I’m not claiming to have invented it. What I’ve done here is, after having used and refined the technique myself for several years, distilled it down to a system that’s easy to learn, and which is taught in a format that’s organized, easy to understand, and which takes advantage of all the latest technology, such as all the various resources available on the internet now.

Adaptado de: Andrew Tracey - author of The Telenovela Method www.amazon.com

14. (UEL) 

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 7

Andrew Tracey, autor do livro The Telenovela Method, afirma que a técnica para aprender espanhol

que ele expõe em seu livro

a) baseia-se na língua falada no dia a dia nos veículos de comunicação.

b) foi desenvolvida no século XVIII para auxiliar o ensino de línguas.

c) tem sido muito divulgada em diferentes publicações nos últimos anos.

d) possibilita aprender a escrever como um nativo da língua espanhola.

e) dispensa a utilização de dicionários como recursos de aprendizagem.

CONFIRA O GABARITO COM AS QUESTÕES CORRETAS DESTE CADERNO