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Londrina

FOLHA VEST

m de leitura Atualizado em 17/01/2022, 20:02

De botânica a ecologia, 4 grandes temas de biologia para o vestibular

Mesmo predominante nos cursos mais concorridos do Vestibular UEL 2022, disciplina deverá aparecer em cerca de cinco questões da prova

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Edson Neves/Especial para a FOLHA
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|  Foto: iStock
 

Quando se pensa em biologia no Vestibular da UEL, logo  vem à cabeça cursos com grande concorrência, como medicina e biomedicina. Isso sem falar na variedade de assuntos que podem ser abordados pela disciplina. Contudo, o novo formato também afetou a biologia, que ficará em um modelo mais engessado, devido à barreira imposta pela prova com menos questões.

Professor de biologia do Colégio Marista de Londrina, Gabriel Souza acredita que a fatia destinada à disciplina das Ciências Biológicas deva ficar em cerca de cinco questões, assim como o Vestibular 2021. “Não tem como dar um peso para uma disciplina ou outra, por mais que os cursos mais concorridos sejam dessa área. Por isso, acredito que vão manter o padrão da prova passada”, afirmou.

Sem a prova de conhecimentos específicos, Souza não vê um prejuízo na parte pedagógica, mas no sentido de seleção dos candidatos mais preparados. “Comparado com o vestibular anterior, as questões de biologia tiveram o mesmo padrão. Vejo que a limitação fica por conta de aprovar o candidato que estudou mais, já que a segunda fase, com as questões dissertativas, também servia para mediar mais conhecimento dos alunos. Pode ser um diferencial para o estudante de humanas ter uma melhor colocação, por exemplo. Já para o ‘medicineiro’, não. Para os cursos mais concorridos, a forma de seleção ficou mais vaga”, comentou. Na sua visão, a redação terá esse papel. “Ela (redação) está equivalendo a quase 40% da nota total do Vestibular. Então vale a pena treinar bastante redação”, completou.

O professor sustenta o ponto de vista que, diferente do eixo de prova temática adotado pela UEL, as questões de biologia são, em geral "conteudistas". "É interessante perceber que mesmo com a mudança do formato, a UEL ainda traz um tema central e distribui para as perguntas, passando essa visão de interdisciplinaridade. Mas, na biologia, sempre foram conteudistas. Inclusive existem professores que concordam comigo e comentam que as questões de biologia na prova de conhecimentos gerais são mais complexas do que as abertas (da segunda fase)".

Entre os conteúdos que mais caem sobre a disciplina, Gabriel Souza destaca quatro. O primeiro deles diz respeito ao estudo das plantas. “A botânica é sempre um assunto recorrente. Essa fisiologia vegetal, sobre como as plantas conseguem sobreviver dentro de suas características”. Já na zoologia, a intenção do vestibular, segundo o professor, é de trazer questões que mostrem os diferentes grupos do reino animal se interagem com o ser humano. “A UEL gosta muito dos artrópodes, que é o maior filo do reino animal, seja em número de classes e espécies. Chama a atenção como eles se tornaram dominantes a partir da forma com que se adaptaram ao nosso ambiente. Destaco os insetos, que podem ser polinizadores, transmissores de doenças ou pragas agrícolas, por exemplo. Eles estão em larga escala em nosso dia a dia”, acrescentou.

Genética, evolução e biotecnologia, nas palavras do professor de biologia do Colégio Marista de Londrina, são três temas que podem se conectar até mesmo em uma mesma questão, e então pode aparecer na prova no dia 6 de março. “Assunto está muito em evidência. O Enem já trouxe questões sobre isso. A UEL pode trazer também”, justificou. O que também pode ser considerada uma figurinha carimbada em vestibulares e outros processos seletivos é a ecologia e as ações sustentáveis. “Devemos pensar no sentido de como o ser humano impacta o ambiente e como nossa ação tem provocado efeitos que já estamos colhendo, assim como formas de diminuir o impacto dessa ação”.

Para complementar o assunto, o professor faz uma pergunta em tom de brincadeira. “Como está a conta de luz da sua casa?”, já que o custo da produção de energia elétrica está maior devido à escassez hídrica, que obriga o acionamento das usinas termelétricas, que utilizam de diesel ou carvão mineral como combustível, o que gera maior impacto ambiental. “É ruim para o bolso e para o meio ambiente”. Temas como a ecologia, enfatiza Souza, podem até mesmo fugir do caráter "conteudista" indicado anteriormente. “São problemas sociais, onde se encaixa além da biologia, a filosofia, a sociologia e a geografia”, concluiu.

Responda ao simulado de Matemática do Folha Vest 

Ouça o podcast com a entrevista do professor Gabriel Souza

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