Galinhas, cavalos, bois, cachorros e porcos, bem como espécies selvagens - gambás, capivaras, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras. Estes são os principais animais hospedeiros do carrapato-estrela que, quando contaminado pela bactéria Rickettsia rickettsii, pode transmitir a febre maculosa ao picar a pessoa. Para trabalhadores, produtores rurais e familiares que convivem mais de perto com o perigo, todo cuidado é pouco, alerta a médica Norico Misuta, chefe da Secção de Epidemiologia da 15º Regional de Saúde (RS), em Apucarana.
Segundo o médico-veterinário Dirceu Vedovello Filho, chefe da Secção de Ação sobre o Meio da 15º RS, embora o Paraná não tenha situação endêmica da doença, tal como acontece na região de Piracicaba, interior paulista, mesmo assim as pessoas, especialmente no meio rural ou que frequentem parques públicos onde haja animais hospedeiros , devem ficar muito atentas. ''Até cães podem ser eventualmente contaminados pelo carrapato transmissor da doença'', adverte. No Paraná, oficialmente, foi constatado apenas um caso. Envolve um homem de 47 anos infectado num haras de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O que é? A febre maculosa popularmente conhecida como febre do carrapato trata-se de infecção aguda provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii. A transmissão ao homem acontece por meio do carrapato que ocasionalmente carrega esta bactéria em suas glândulas salivares.
Embora seja uma doença mais comum na zona rural, a Rickettsia sobrevive basicamente dentro das células dos carrapatos. No Brasil, o carrapato mais comum e principal transmissor desta infecção é do tipo Amblyomma cajennense. É também conhecido como ''carrapato-estrela'', ''carrapato de cavalo'' ou ''rodoleiro''. Contamina galinhas, cavalos, bois, cachorros e porcos, bem como animais selvagens: gambás, capivaras, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras.
O carrapato infectado pica o hospedeiro e através de sua regurgitação inocula a bactéria na corrente sanguínea do animal ou, com menor frequência, em feridas abertas. No homem, isso não é comum. Para ocorrer a infecção, o carrapato tem que ficar aderido de quatro a seis horas. Mesmo assim, todas as pessoas são sujeitas à infecção.
A doença não é transmissível de uma pessoa infectada para outra por contato físico, nem por saliva, urina ou fezes. A contaminação se dá pela picada do carrapato. Alerta: mais de uma caso pode aparecer na mesma família (ou em pessoas que moram na mesma região) porque foram expostos aos mesmos animais portadores de carrapatos contaminados. Os casos são mais comuns acontecem na primavera e no verão.

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