Na opinião de Rômulo Kardec, presidente da ABCZ, a qualidade do zebu brasileiro é superior à dos filhos de seus antepassados na Índia. ‘‘Nosso zebu é o melhor do mundo, porque nós temos a preocupação de selecionar o rebanho para o corte, e eles não’’, justifica.
No Brasil há muitas linhagens diferentes entre as raças zebuínas, e a reabertura do comércio com a Índia permitirá a entrada dos ‘‘chefes (os raçadores) de outras famílias zebuínas ainda não presentes no Brasil. O zebu indiano importado daqui para a frente, escolhido nos melhores plantéis daquele país, servirá para refrescar o sangue dos plantéis de elite brasileiros. Refrescamento, explica a ABCZ, significa ‘‘buscar o acasalamento de animais da mesma raça, mas de linhagens (famílias) diferentes. O cruzamento de animais da mesma linhagem pode provocar consanguinidade estreita, que pode gerar problemas genéticos nos seus descendentes.
Em consequência da missão brasileira à Índia, o Ministério da Agricultura daquele país autorizou a ABCZ a credenciar um técnico indiano para fazer, em nome da associação brasileira, o registro genealógico de animais que forem comprados lá, ou que forneçam material genético para o Brasil. Os primeiros registros foram feitos no dia 15 de novembro de 98, com cadastramentos de animais das raças gir, guzerá e nelore. Agora, se um criador brasileiro quiser comprar material genético ou animal vivo na Índia, já pode contar com o auxílio de um técnico credenciado. No início serão trazidos apenas sêmen e embriões, porque a importação de animais vivos tem custo mais alto. Porém, ressalva Kardec, existe a possibilidade ‘‘remota’’ de serem também importados animais vivos. (J.O.)

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