Volume e qualidade para consolidar a marca
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sexta-feira, 01 de março de 2019
Célia Guerra<br>Reportagem Local 
Degustação. Está é a grande aposta do produtor Pedro Hirayama que garantirá a ele e seu parceiro, Mario Cesar Celestino, conquistar o gosto do consumidor para os tomates produzidos no sistema Tomatec que estão colocando nos mercados de Londrina e região, além de Curitiba. A Fazenda Hirayama, na Colônia Fuji, em Mauá da Serra está com duas estufas, de 1 mil m² (metro quadrado), prontas - uma já em colheita e outra com os frutos já ensacados e com previsão de serem colhidos nos próximos dias. Na última semana já tinham recebido do viveiro fornecedor as mudas que seriam plantadas em mais uma estufa. A organização dos dois produtores prevê ainda este ano um total de seis estufas em produção escalonada para garantir tomates durante o ano todo.
"Quem experimenta compra", diz ele, sem esconder a satisfação com os primeiros resultados de vendas. Enquanto conversava com a reportagem, o parceiro Celestino mostrava as mensagens do Whatsapp de novas encomendas com pedidos dobrados. Dessa primeira estufa, os 1.700 tomateiros estão garantindo a retirada de 600 bandejas de tomates por semana. Metade da produção segue para Curitiba, a outra metade eles têm trazido para Londrina, onde têm 10 pontos de venda.
O produto segue ainda para Maringá, Jandaia do Sul, Mandaguari e Apucarana. Na comercialização estabeleceram um preço médio com um dos compradores, que segundo Hirayama, "resolve". Outro produtor de Faxinal trabalha em conjunto para suprir essa demanda. Do plantio das mudas até o amadurecimento dos primeiros frutos demora em média 70 dias. Dez dias depois, a colheita ocorre a todo vapor.
Nas estufas o trabalho se dividia entre o ensacamento de novas pencas de tomate e a colheita e seleção de frutos, que seriam embalados em seguida. O serviço era conduzido pela família de Celestino com duas ajudantes. No embalamento são usados sacos de papel mais resistentes (tipo papel manteiga), que são grampeados após envolver a haste do tomateiro.
Para serem colocados nas bandejas, os tomates são separados por tamanho, garantindo o peso médio de 600 gramas por embalagem. O tamanho do fruto, como explica Celestino, varia de acordo com a posição da penca no corpo do tomateiro: "Na ponteira os tomates são menores e na parte de baixo saem os grandes frutos". Na balança usada na montagem das bandejas um único tomate registra 350 gramas. "É trabalhoso, mas a qualidade que estamos conseguindo está tendo retorno", comemora.
As embalagens de isopor também têm mais qualidade e resistência que as comumente utilizadas para hortaliças, visando contribuir para a conservação dos tomates. Pois, assim como a qualidade, a durabilidade dos tomates também é maior. "Suporta de 10 a 15 dias fora da geladeira."
Celestino já trabalhou na produção de tomate convencional, mas não guarda boas lembranças. Porém, admite que sempre gostou da atividade e este novo sistema de cultivo lhe permite continuar nela com mais confiança. "O produto é outro", resume.
Segundo o implementador de Olericultura da Emater, Nilson Ladeia Carvalho, o valor recebido pelos produtores está bem acima da média anual obtida na produção convencional, "sem os altos e baixos do mercado". Nos cálculos ele inclui o custo maior que pesa ao produtor desde a condução da cultura, que exige mais atenção, até ao embalamento dos tomates. Mas também está confiante na resposta do mercado e na adesão de mais produtores. "É um processo, o povo ainda não conhece a marca e por isso consideram um pouco mais caro", complementa.
MONITORAMENTO
O agrônomo Hernandes Kanai, do escritório da Emater de Mauá da Serra é quem faz o acompanhamento semanal das estufas de tomantes da Fazenda Hirayama. Segundo ele, a vigilância maior tem sido para o controle da requeima, uma doença agressiva que afeta o tomateiro. Por isso exige ações preventivas. "O clima da região, mais úmido e mais ameno para o verão, favorece a doença." (C.G.)


