A mobilização de diversas entidades pela conscientização dos produtores para a correta destinação das embalagens vazias de produtos fitossanitários tem bons resultados a comemorar. Nos últimos cinco anos, só a Associação Norte Paranaense de Revendedores de Agroquímicos (ANPARA) recebeu 6 milhões de embalagens. O volume recolhido na central de recebimentos instalada em Cambé é maior do que todo o montante recolhido por alguns países, como o Uruguai. A comemoração dessa conquista reuniu na última quarta-feira associados e representantes do governo do Paraná e dos municípios de Cambé e Londrina.
  A Anpara é uma entidade associativa sem fins lucrativos formada e mantida por empresas distribuidoras de agroquímicos e cooperativas agrícolas. Para custear a central a associação ainda conta com o convênio mantido com o Instituto de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) e com recursos obtidos com a venda dos materiais recebidos. A unidade de recebimento atende durante todo o ano os agricultores dos 31 municípios da região de Londrina. Além do material entregue pelos agricultores na central, a ANPARA mantém um serviço de recebimento em transbordo itinerante pré-agendado para atender os pequenos produtores da região.
  A central de recebimento de Cambé começou a operar em 2002 e, até outubro, contabiliza o recebimento médio anual de mais de um milhão de unidades ou 330 toneladas de material. O engenheiro agrônomo Edson David Khouri, Presidente da Anpara, destaca o apoio dos parceiros nas ações de conscientização, como Seab, Secretaria de Meio Ambiente, prefeitura de Cambé, Iapar, Emater, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, UEL, Embrapa-Soja, IAP, Suderhsa, UFPR, fabricantes e outros.
  Khouri cita também o trabalho de comunicação que a Anpara desenvolve com mais de 500 profissionais do campo responsáveis por levar as informaçãos aos produtores na área de atuação da associação. Outra ação importante para o resultado da associação é o programa ‘‘Acerte o Alvo’’, que orienta para a correta aplicação de agrotóxicos. O programa já atingiu mais de 4 mil aplicadores de defensivos agrícolas da região. ‘‘Por meio desse trabalho, conseguimos evitar problemas como a deriva, contaminação do aplicador, do agricultor, do meio ambiente e também importante para evitar a contaminação dos alimentos’’, comenta o agrônomo. O ‘‘Acerte o Alvo’’ foi premiado em concurso nacional.
  O resultado significativo no recolhimento das embalagens vazias já começa a despertar o interesse de outros países. Recentemente, uma comitiva formada por fabricantes de agroquímicos da Argentina e do Paraguai esteve em Londrina para conhecer o trabalho da associação, a exemplo de outros visitantes europeus. ‘‘A comitiva integra a Croplife, uma entidade que reúne fabricantes de agroquímicos de toda a América Latina, exceto o Brasil, e que busca informações para implantar nesses países um trabalho parecido com o nosso’’, comenta Khouri.

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