Vivemos um momento ímpar
"Passamos pela pior crise da história entre 2012 e início de 2013, mas agora vivemos um momento ímpar." Com essa frase o suinocultor Alcides Miotto, proprietário da granja Biribas, de Cascavel, define a atual situação da suinocultura paranaense.
Com vasta experiência no segmento ele é um dos fundadores da Associação Paranaense de Suinocultores (APS) -, a granja da família Miotto trabalha com reprodução e genética, comercializando por volta de 300 reprodutores por mês. "Acredito que diversos fatores nos fizeram chegar nesse momento: a procura de outros países, o consumo interno (14,96 kg/habitante no Estado) e o aquecimento do mercado de carnes de maneira geral", analisa.
O suinocultor relembra que no segundo semestre de 2012 e início de 2013, o cenário paranaense era "o pior da história". "Estávamos com os preços baixíssimos e a comida dos animais cara, aquém da realidade. Acredito que até hoje os grãos estão hipervalorizados em função dos compradores externos. Como os suinocultores se ajustaram, acredito que o mesmo vai acontecer com essas commodities", decreta.
Para Miotto, o Brasil está com todas as questões sanitárias resolvidas para atender o mercado externo e só não consegue melhores resultados devido às barreiras comerciais. "O sistema em que os animais são criados hoje, em confinamento, não permite que os animais tenham contato com a terra e peguem doenças como acontecia antigamente. Hoje, o Brasil tem todas as condições de exportar, independentemente do País. Comparando os meses de abril, as exportações cresceram mais de 20%", complementa. (V.L.)





