A produtora Rosaria Maria Veloso da Silva cultiva grãos numa propriedade de 101 alqueires em Cornélio Procópio. Há um ano ela participou do curso para trabalhador rural na administração de empresas agrosilvipastoris, oferecido pelo Senar, e gostou tanto que já terminou os treinamentos sequenciais de informática básica e escrita rural, que a auxiliam no gerenciamento dos custos de produção por meio de um software.
  Formada em economia, ela havia abandonado a profissão para cuidar dos filhos, mas resolveu recolocar os conhecimentos em prática e buscou o Senar para se atualizar. ‘‘Aprendi novas ferramentas que me ajudam a ter uma visão mais global da minha empresa agrícola’’, justifica.
  Hoje, Rosaria já consegue controlar melhor as despesas e as receitas da propriedade, mas ainda tem dificuldade em obter melhores preços na comercialização da produção. ‘‘Com o que aprendi nos cursos, enxergo os pontos fracos e fortes do sítio e sei o que posso melhorar, mas alguns fatores ainda estão fora do meu controle’’, afirma.
  O principal problema, segundo a produtora, tem sido equilibrar os gastos com insumos e a venda da produção após a colheita. ‘‘No início da safra faço uma estimativa do preço de venda que, na maioria das vezes, não se concretiza. É uma variável que o produtor não consegue manipular’’, cita. ‘‘Ai é que o curso se torna válido. As técnicas aprendidas durante o treinamento me auxiliam na tomada de decisão. Posso calcular várias estratégias e escolher a que melhor se adapta à minha propri-edade’’, conclui. (M.G.)

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