Visão distorcida da preservação ambiental
Receber o prêmio nos Estados Unidos foi um grande reconhecimento para a família Gelisnki, mas isso trouxe ainda mais responsabilidade para o trabalho de preservação realizado por eles ''Perante as autoridades não temos regalia nenhuma Deveriam incentivar, fazer projetos'', opina Henrique Gelisnki Ele afirma que sem o apoio da SPVS não seria possível manter a área com os cuidados necessários
Muitos vizinhos têm uma visão distorcida do que é ter uma parceria como esta ''Algumas pessoas achavam que viria a guarda armada para cuidar do local e iriam soltar onça e sucuri na região Não é nada disso O projeto preserva o que já existe'', conta Cristina Gielisnki, irmã de Henrique
Como o município de São João do Triunfo, de 13,7 mil habitantes, é quase todo baseado no plantio e colheita do fumo, a madeira acaba sendo muito utilizada na época da safra para secar as folhas da planta São necessários 250 mil metros cúbicos de lenha para secar o fumo Isso faz aumentar o corte de árvores, contribuindo para diminuir a mata nativa existente na região
''A cidade tem mata atlântica cada vez menor A natureza está sendo um empecilho para as pessoas ganharam dinheiro E por aqui, infelizmente, o negócio é ganhar dinheiro As pessoas recebem pressão para desmatar a área'', lamenta Adão ''Toda vida sempre trabalhei com o pai Ele me ensinou que não devemos ver a natureza como um obstáculo, mas como uma coadjuvante na nossa vida'', diz Henrique
Exemplo que deveria ser seguido não só pela população do município, mas também em diversas partes do mundo Inclusive no país onde foi entregue o prêmio ao agricultor paranaense ''Dos 45 minutos que andamos de carro, do aeroporto (em Miami) até a cidade onde o prêmio foi dado, não vi nenhuma mata nativa Era tudo plantado Deu saudade daqui'', conta Henrique
Apenas 7% da mata atlântica no Brasil e 8% das araucárias no Paraná são remanescentes (D C )





