O controle biológico por meio dos entomopatógenos tem trazido bons resultados em alguns experimentos. O Baculovírus, que teve seu auge na década de 1980, caiu em esquecimento depois que surgiu a lagarta falsa medideira, espécie que o vírus não consegue controlar. Daniel Ricardo Sosa Gómez, pesquisador da Embrapa Soja, explica que o Baculovírus é de ocorrência natural das lagartas.
Devido à sua especificidade, ou seja, controle somente sobre uma espécie de praga, seu uso passou a ser mais reduzido. Porém, afirma o pesquisador, suas vantagens são muitas. Ele explica que a aplicação da solução contendo o vírus deve sempre ocorrer no final da tarde ou início da noite para manter a sobrevivência dos agentes biológicos. "Com quantidades pequenas se pulveriza bastante", ressalta Gómez.
Uma das vantagens do sistema é que a aplicação é realizada uma só vez, já que não há ressurgência nesse tipo de produto. Gómez calcula que o custo de aplicação do Baculovírus gira em torno de US$ 0,85 por hectare. Contudo, o especialista alerta que o vírus não controla tudo, pois é específico. Para os produtores interessados, Gómez recomenda que procurem uma unidade do Emater ou da própria Embrapa para efetuar esse tipo de manejo. (R.M.)

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