Os leilões virtuais apresentaram crescimento significativo desde as primeiras experiências em 2000. A explicação, segundo Paulo Horto, diretor da Programa Leilões, é econômica. O custo de um leilão virtual é até 50% menor que o de um leilão convencional que custa, em média, R$ 150 mil.
Para Elton Baccarin, diretor da Rural Business, apesar do sucesso crescente, os leilões virtuais não devem superar as vendas em recinto, local de encontro entre amigos, que discutem negócios e valorizam ofertas. ‘‘A tevê é apenas um mecanismo para otimizar as vendas. Quem pode comparece, quem não pode também participa dos negócios por telefone’’, diz.
Um leilão convencional soma gastos com aluguel de recinto ou circo, buffet, mídia, material gráfico e transmissão ao vivo por um canal de tevê. O organizador deve se preocupar também com o transporte dos animais, que deve oferecer o mínimo de estresse possível ao gado para evitar a perda de peso.
No leilão virtual, o gado é filmado na propriedade, no pasto ou no curral, sem a necessidade de deslocamento. Também não é preciso se preocupar com reservas de carros e hotéis para os convidados. ‘‘Basta comunicar a data e o horário da transmissão aos possíveis compradores, enviar um catálogo com os animais ofertados e acompanhar a entrega nas fazendas’’, explica Baccarin. O objetivo, segundo ele, é ‘‘aumentar o número de eventos no ano e diminuir custos’’.
Para Horto, a segurança é fundamental neste tipo de negócio. Quem vê o animal na televisão quer ter a certeza de que é de qualidade, que não vai ser trocado ou ter os defeitos escondidos. Experiência e um cadastro confiável são o primeiro passo para uma leiloeira entrar nesta modalidade. ‘‘A credibilidade da empresa leiloeira e do criador, ressaltada pelo trabalho de juízes credenciados que realizam vistorias técnicas, sanitárias e morfológicas, garantem a qualidade do leilão’’, aponta. (M.G.)

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