Vidas se transformam graças ao cultivo
Membro da cooperativa e produtor de cogumelos em Tijucas do Sul, Sérgio Brito tem uma história curiosa sobre como iniciou na cultura. Antes de desembarcar na pequena cidade da Região Metropolitana de Curitiba, Brito morava e trabalhava como gráfico em São Paulo.
Cansado do stress da metrópole, mudou com a esposa Fátima e o filho Gabriel, hoje com 17 anos, para o interior do Paraná há quatro anos. "Antes, morei em Lisboa e, a partir de uma dica de amigos de São José dos Pinhais, resolvi investir numa chácara em Tijucas." Graças a um produtor da cidade, conheceu os cogumelos, começou a fazer cursos e estudar a produção e, por fim, ajudou na criação da Coopertijucas.
Devido ao trabalho intenso na diretoria da cooperativa, hoje a produção de Brito não é das maiores, algo em torno de 500 quilos de cogumelo a cada 45 dias. "O valor de comercialização é bem satisfatório com margem de lucro que varia de 80% a 100%", calcula.
Nascida em Tijucas, Maria Edite Carvalho trabalha há 20 anos junto ao marido, Marco Antônio, com a produção de fumo em áreas arrendadas. Em 2012, ela resolveu apostar no champignon, investindo R$ 5 mil para adaptar um galpão de 40 metros quadrados usado na secagem do fumo. "Colocamos as prateleiras, ar-condicionado, exaustor e, claro, investimos em capacitação técnica. O fumo é algo trabalhoso, sofrido e durante o inverno não há produção, por isso resolvemos apostar no cultivo", relata ela.
No galpão, ela consegue colocar 250 sacos do composto, produzindo dois quilos de cogumelo por saco a cada 70 dias. A empolgação com a cultura é tão grande que o casal resolveu construir mais um galpão, investindo R$ 15 mil, dobrando o volume de produção. Para Edite, a dificuldades no manejo do cogumelo estão ligadas ao controle da temperatura, umidade e irrigação adequada. "Se a cooperativa continuar crescendo, a nossa ideia é abandonar o cultivo do fumo. Apesar de exigir muita atenção, estamos contentes com essa alternativa de renda", garante. (V.L.)





