Marta Ortega
Reportagem Local
  O inverno propenso a geadas no norte do Estado é um período preocupante para o produtor de gado, que enfrenta a escassez do pasto e a conseqüente perda de peso do animal, fatores que influenciam no preço no momento da comercialização. Nesse período, o ideal é dar ao gado um tratamento diferenciado, mantendo o animal confinado e com tratamento no cocho, garantindo o ganho de peso e o bom preço no mercado.
  Um trabalho de parceria que tem à frente o agrônomo com especialização em nutrição animal, Pedro Katsuki, reativou no ano passado o chamado ‘‘Boitel’’, uma espécie de hotel para bois ou um ‘‘spá de engorda’’, no Distrito de Maravilha, há 20 quilômetros de Londrina.
  O local começou a funcionar em 2005 como novidade no Paraná, recebendo animais para confinamento, tratados no cocho em períodos de entressafra. O trabalho foi baseado em confinamentos feitos no estado de São Paulo, que na época já possuiam mais de 150 mil vagas para a engorda de animais.
  Hoje, 600 cabeças de gado utilizam o tratamento do hotel no distrito de Maravilha, mas o local tem capacidade para 2.500 cabeças. ‘‘No ano passado, quando o hotel foi reativado, engordamos 1.300 cabeças’’, afirma Pedro Katsuki.
  O espaço para confinamento foi ampliado para 16 currais distribuídos em cinco alqueires da propriedade. Outra área de 20 alqueires estão o cultivo de sorgo e a produção da silagem utilizados no tratamento do gado.
  Dois funcionários são responsáveis pelo trato dos animais que chegam ao local, recebem vacinação e passam por um período de três dias de adaptação no cocho. A partir daí, o gado começa a receber a dieta de engorda.
  O investimento para cada cabeça, vai depender do peso do animal, mas pode variar entre R$ 2,90 e R$ 3,60. O serviço é estendido para confinamentos no Paraná, Estado de São Paulo e Mato Grosso.

SERVIÇO
- Produtores interessados em confinar o gado podem ligar para: (43 3342-5931/9976-9015

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