Novamente estou com mudinhas de árvores que, antecipadamente, já doei. São elas: tripa ou pés-de-galinha, amora silvestre, frutas-do-conde e até maracujazeiros. Falta apenas as pessoas – futuras donas - virem buscá-las. Até aí nada de novidade, já que é comum em minha rotina contribuir com mudas de flores, plantas e árvores para manutenção do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida do planeta.

Ocorre que, desta vez a doação se torna mais especial porque elas, as mudinhas, não se destinam a apenas uma pessoa ou família, mas servirão para ajudar a "povoar" fundos de vales de determinadas comunidades cambeenses! É isso! Estou muito feliz porque são frutíferas e o coletivo dessas comunidades vai poder saborear os frutos que um dia elas lhes darão.

Isso me levou a relembrar uma outra ação ambiental também coletiva que minha família realizou em determinada cidade paranaense. Porto Vitória, no Sul do Paraná, tem frutíferas que minha família plantou num bosque que ladeia o rio chamado Espingarda.

Explico: minha família, resolvendo realizar nosso Encontro Familiar (sempre fazemos isso desde há alguns anos), escolheu a cidade de Porto Vitória por termos familiares lá. Como o tema de fundo do evento era reciclagem e reutilização, decidimo-nos por acrescentar a ele algo que fizesse com que os pequenos da família, tivessem como ação exemplar algo que tivesse relação com a preocupação ambiental e com eles mesmos e seus futuros enquanto cidadãos. Afinal, entendemos que a conscientização e preocupação com o meio ambiente não deve ocorrer apenas nas escolas, mas sim em todo segmento de nossas vidas e, por isso, pensamos na ação do plantio de mudas frutíferas visando contribuir, de maneira prática, para a sustentabilidade e para o melhoramento da qualidade de vida das pessoas, além da promoção da cidadania de nossos descendentes.

Para tal, falamos com a prefeita da cidade, a senhora Marisa de Fátima Ilkiu de Souza (2013-2016) que, gentilmente, acolheu nosso pedido, inclusive fazendo a cessão de mudas frutíferas e indicando o local onde as mesmas poderiam ser plantadas. Lá fomos nós todos – crianças e adultos – plantar as muitas fabriquetas de oxigênio – ÁRVORES. Foi uma festa para todos, porém, para os pequeninos de nossa família foi um ato que, além de inusitado para eles, foi muito prazeroso pois puderam entender, com as explicações acontecidas, que a manutenção da vida em nosso planeta está intimamente relacionada com a existência das árvores e que o plantio delas auxilia nossa vida porque elas diminuem o nocivo gás CO2 da nossa atmosfera, o que faz bem para nós e para o planeta.

De forma que, a ação do plantio das mudas frutíferas, onde quer que aconteça, além de deixar o cenário mais bonito com a diversidade das espécies plantadas, ainda terá sua utilidade, não apenas com a diminuição do calor e o aumento de nosso oxigênio mas, também e, principalmente, por fornecer frutos às comunidades atendidas. São legados às futuras gerações!

MARINA I. B. POLONIO, leitora da FOLHA

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