De setembro a dezembro de 2001, o alambique da família de Arthur Franco da Silva produziu dois mil litros de cachaça que foram comercializados com os vizinhos da propriedade. ‘‘Por enquanto, estamos em fase de ajustes’’, explicou o produtor.
No próximo ano, quando a empresa estiver produzindo em maior escala, a família pretende manter 15 mil litros de cachaça descansando no alambique para vender no varejo. Os 35 mil litros restantes serão comercializadas com empresas engarrafadoras. ‘‘Muitas experimentaram o produto e já demonstraram interesse em comprar’’, comemora.
Para iniciar a produção, Arthur estima que será necessário obter um crédito de R$ 20 mil. ‘‘O dinheiro será utilizado para manutenção da lavoura e contratação de mão-de-obra para colher, limpar a transportar a cana’’, informou. Ele planeja vender o litro da bebida a R$ 1,00. ‘‘Quando atingirmos a capacidade máxima de 100 mil litros anuais, teremos uma receita de R$ 100 mil. Acredito que o custo de produção represente 20% desse valor. Os recursos restantes garantirão um ordenado digno para toda a família’’, espera.
Para atingir esse objetivo, Arthur e seus irmãos buscam informação na Emater e no Sebrae. A empresa de extensão rural orienta sobre o manejo da lavoura, enquanto os técnicos do Sebrae passam todas as dicas sobre as melhores linhas de crédito. ‘‘Pretendemos fazer cursos no Sebrae, pois já dominamos a parte prática mas precisamos aprender a administrar a empresa’’, afirmou.

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