No Brasil a comercialização de animais em leilões não soma 5% do total que é vendido, informalmente. Há potencial, em várias regiões, para aumentar a oferta de animais em remates, com segurança de qualidade dos lotes e idoneidade de compradores e vendedores. A afirmação é de Elton Baccarin, que tem 10 anos de experiência em leilões em Londrina, e está montando uma nova leiloeira.
O objetivo da empresa, a Rural Business Leilões, é explorar o segmento (leilão de animais), que segundo Baccarin está em ascendência no País, mesmo em época de crise econômica. ‘‘O pecuarista não pode parar. Ele vende o boi para o frigorífico, mas tem que repor o animal no pasto’’.
Ele acredita na tendência de crescimento na comercialização de animais via leilão, já que é uma forma confiável de quem compra ou vende animais. ‘‘As leiloeiras trabalham com cadastros de pecuaristas com informações que comprovam a idoneidade, o que é uma segurança.’’
Londrina, segundo Baccarin, é um pólo de criação de bovinos e também de comercialização de animais. Mesmo fora do período da exposição agropecuária, comporta um trabalho maior de leilões de gado de corte. ‘‘A cidade é considerada pólo de várias raças bovinas e também tem grande número de pecuaristas que têm propriedades espalhadas pelo Brasil.’’
A empresa, que começará a funcionar em parceria com a Sociedade Rural do Paraná, fará seu primeiro leilão no próximo dia 10, uma quarta-feira, com oferta de 1200 animais para cria, recria e engorda, a partir das 19 horas. Depois, os leilões serão realizados sempre às quintas-feiras, com uma média de oferta de 600 animais por remate.
A perspectiva é fazer em 1999 de 30 a 40 leilões semanais com oferta de gado de corte de criatórios do Norte e Noroeste do Paraná. ‘‘São animais destinados a cria, recria e engorda,’’ avisa Baccarin. Segundo ele, o pecuarista tem como meta final na criação o abate do gado e vai ter que fazer a reposição dos animais. ‘‘A atividade de engorda não pode parar mesmo com oscilação da economia. Podem até oscilar os valores, mas a oferta tem que continuar.’’
O empresário acredita que os leilões são parte importante no processo de modernização da pecuária. ‘‘As propriedades não podem deixar de ser produtivas. Modernização da pecuária, engorda em menos tempo e adoção de tecnologias; para conseguir isso pecuarista terá que ter animais mais produtivos e o leilão é uma alternativa.’’

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