Brasília As exportações brasileiras de carne equina devem somar US$ 34 milhões neste ano, um salto significativo nas vendas brasileiras do segmento. A estimativa faz parte de relatório preliminar de técnicos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), que estão finalizando estudo sobre o complexo do agronegócio cavalo no Brasil, a pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Dados preliminares desse trabalho, a ser concluído até o final deste ano, foram apresentados este mês por Pio Guerra, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Equideocultura, integrante do Conselho do Agronegócio (Consagro), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Até junho de 2004, as exportações de carne de cavalo somaram, em média, US$ 2,6 milhões por mês, direcionadas basicamente a mercados europeus. O Brasil está entre os cinco maiores exportadores de carne de cavalo, sendo que as vendas para o mercado externo são realizadas basicamente por produtos originários de três estados: Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Atualmente, França e Bélgica estão entre os maiores compradores internacionais, sendo que parcela de 30% do consumo dos dois países atendida por carne brasileira. A carne de cavalo atualmente é consumida principalmente na Europa e Ásia.
Outro tema apresentado aos integrantes da Câmara Setorial, formada por representantes do governo federal e do setor privado, como jockeys clubes, associações de criadores de cavalo e de equoterapia, foi a decisão da Infraero em construir um terminal de cargas vivas no Aeroporto de Viracopos (SP), dotado de infra-estrutura para realização de exames sanitários, o que irá facilitar o fluxo comercial desses animais, dinamizando especialmente as exportações nacionais.
Os integrantes da Câmara também solicitaram ao Mapa dinamizar acordos de reciprocidade sanitária com países como China, Coréia do Sul, Japão e Tailândia, a fim de facilitar as exportações de cavalos para esses mercados. Para o Brasil, lembra Pio Guerra, a concretização desses mecanismos é importante para ampliar sua presença no cenário internacional.
Durante a reunião, a Câmara aprovou recomendação a ser encaminhada ao MAPA sobre a implantação do sistema de simulcasting internacional. O sistema prevê a exibição de corridas de cavalos de hipódromos de outros países, sobre as quais os brasileiros poderão realizar apostas. De acordo com a proposta, que está sendo negociada pelos jockeys clubes do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, 1,5% do movimento geral das apostas captadas pelo simulcasting internacional será pago ao ministério, em forma de contribuição. Na avaliação de Pio Guerra, esse sistema irá contribuir para o processo de revitalização dos jockeys clubes brasileiros.

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