Se existe um fator que impulsionou a comercialização de carne de porco paranaense no mercado externo, é possível resumir em uma palavra: Rússia. Com a retomada das compras do país europeu no segundo semestre do ano passado, em 2015 a comercialização foi ganhando mais volume, uma tendência que deve ser ainda mais evidente em 2016.
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, aponta que de janeiro a outubro foram enviadas ao exterior 51,6 mil toneladas de carne suína, alta de 40% frente às 36,8 mil toneladas exportadas do mesmo período de 2014. Em volume financeiro, a elevação foi 14,8%: de US$ 106,4 milhões para US$ 122,1 milhões. No País, a comercialização saltou de 410 mil toneladas para 434,4 mil toneladas nos dez primeiros meses, alta de 6%. Já em montante, houve retração de 21%: de US$ 1,33 bilhão para US$ 1,06 bilhão.
Essa diferença positiva em toneladas no Estado é, basicamente, o que a Rússia está comprando agora. Em 2014, foram 1,2 mil toneladas a partir do segundo semestre. Este ano, já são 9,3 mil toneladas. "Rússia, Cingapura e Hong Kong são os principais compradores do Paraná, totalizando 13 mil toneladas este ano", explica o técnico do Deral, Edmar Gervásio.
A expectativa é que em 2016 o volume atinja a marca de 65 mil toneladas. O aumento é forte, já que em anos anteriores - 2013 e 2014 - a média girou em 44 mil toneladas. "Hoje, o volume comprado pela Rússia representa 18% do total exportado pelo Estado. No País, essa representatividade é de 46%. Portanto, a tendência natural é que o Paraná atinja esses patamares vendidos pelo restante do País, enviando entre 30% e 40% para o mercado russo." (V.L.)

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