Venda garantida e bons lucros
Para os produtores acaba sendo vantajoso produzir alimentos orgânicos. O técnico da Emater de Colombo, Waldemar Siqueira, afirma que, das 950 propriedades rurais do município, 100 produtores trabalham com orgânicos. De acordo com ele, o custo de produção é 30% a 40% mais baixo e, os produtores conseguem um preço de venda 30% a 40% maior se comparado à agricultura convencional.
O agricultor Ronaldo Adriano Ceccon, 28 anos, começou a plantar orgânicos há dois anos. ''O orgânico é mais atrativo na parte financeira e oferece mais lucro'', diz. Além disso, ele conta que não gasta com agrotóxicos que representam 40% dos custos totais.
Ceccon planta acelga, alface, brócoli americano, couve-flor e chicória repolho. Ele produz 35 bandejas de produtos por semana com 288 pés cada uma. Com isso, consegue uma renda mensal que varia de R$ 1.500 a R$ 2 mil com 3,5 hectares plantados.
Ele conta que o processo de conversão do solo demorou um ano e meio. A grande vantagem, como destaque é de que, ''tudo que está plantado hoje na lavoura já está vendido, já temos os compradores'', comemora. Ele trabalha junto com Cirilo de Paula Cavassin, 31 anos, e, os dois acreditam que o orgânico será o futuro em termos de agricultura.
Ceccon observa ainda que na agricultura convencial há muita oferta e, por isso, a concorrência é excessiva. Enquanto um pé de alface convencional é vendido por R$ 0,08, um de orgânico sai da lavoura por R$ 0,45. ''Com a agricultura convencional a gente não vendia tanto e tinha mais custo que lucro'', compara. Ele comercializa a unidade da couve-flor e da acelga por R$ 0,80, da chicória por R$ 0,70 e do brócoli por R$ 0,65. Atualmente, os produtos são entregues para uma empresa de Colombo mas, a partir de novembro, pretende colocar a produção no Mercado Municipal de Orgânicos que será inaugurado em Curitiba. Siqueira disse que os supermercados vendem os produtos cinco vezes mais caro em relação ao preço que pagam para os produtores. (A.B.)





